segunda-feira, 28 de março de 2016

Familiares de crianças internadas no HRBA aprendem a fazer ovos de Páscoa


A Páscoa é umas das datas mais esperadas pelas crianças, justamente por conta da tradição de ganhar ovos de chocolate. Pensando nisso, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) oferece, há três anos, oficina de produção de chocolates aos pais e acompanhantes das crianças internadas na clínica e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. É uma forma de proporcionar a vivência do período pascal, mesmo que a família esteja passando por momentos difíceis.
Durante o projeto Páscoa no HRBA, os participantes aprendem todos os processos que envolvem a confecção dos chocolates, desde a compra dos produtos e cuidados com higienização, até o acabamento e embalagem. “Para mim é um prazer poder compartilhar com esses pais um pouco do que eu sei, porque, com certeza, eles aprendendo, podem fazer para a própria família. Também é uma maneira de terem uma fonte de renda”, diz a voluntária Francisca Coelho, que ministra a oficina.


Maria Gomes, de 37 anos, participou da ação na semana passada, e agradeceu a oportunidade de aprender a fazer os ovos de Páscoa. Ela tem uma filha de cinco anos em tratamento de leucemia no HRBA. “É o presente para a minha filhota, ela merece. Para mim está sendo muito importante participar desta oficina. Com mais tempo a gente pode aprender a vender. Principalmente eu, que sou de Juruti e venho para cá, já posso estar fazendo para vender e conseguir um dinheirinho extra”, conta Maria.
O projeto acontece há três anos, coordenado por profissionais da terapia ocupacional e da fonoaudiologia. “Primeiramente, o objetivo é vivenciar o momento da Páscoa, já que dentro do hospital, teoricamente, é uma coisa difícil de acontecer, porque o evento está lá fora. A ideia é trazer a convivência para dentro do hospital, para esses pais, em que os filhos enfrentam tratamentos longos”, explica a terapeuta ocupacional Tereza Tavares.


A fonoaudióloga Luhanny Coelho afirma que a oficina de produção de ovos de chocolate é uma forma de proporcionar momentos agradáveis aos pais, para que esqueçam, nem que sejam por momentos, da situação que enfrentam diariamente. “A grande maioria desses pais que estão aqui vem para ficar bastante tempo, então é uma internação muito prolongada, em que eles acabam vivenciando a doença todos os dias. A gente aproveita esse momento de reflexão e traz eles para fazerem coisas diferentes e que também dê retorno para eles”, diz.

Culto de Páscoa
Na manhã da última quinta-feira, 24, o pastor Luiz Carlos Marinho e o bispo Dom Flávio Giovenale celebraram o culto de Páscoa na capela do HRBA, que contou com a presença de dezenas de colaboradores. Após a cerimônia, os religiosos visitaram as clínicas da unidade para abençoar os pacientes e dar palavras de esperança.


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) é uma unidade pública e gratuita gerida pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O hospital presta assistência para mais de 1,1 milhão de pessoas em 20 municípios do oeste paraense.


HRBA promove interação entre pacientes oncológicos


O tratamento oncológico é desgastante e longo. Geralmente os pacientes lutam, por anos, contra a doença, passando por sessões de quimioterapia, radioterapia e procedimentos cirúrgicos. O hospital torna-se a segunda cada dessas pessoas. E, para tentar tornar esse ambiente cada vez mais aconchegante, a equipe multiprofissional do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) realiza diversas ações com esse público. Na última quarta-feira, 23/03, foi realizada uma roda de conversas entre os pacientes e a equipe hospitalar. As pessoas puderam compartilhar as suas experiências e conhecer mais profundamente os colegas e vizinhos de quarto. O encontro também teve participação musical.
Marinete Sousa, de 61 anos, está em tratamento há mais de três anos contra um câncer de colo de útero. Ela aprovou a ideia da ação. “Eu achei maravilhoso. Hoje eu saí daqui e fiquei lá acompanhando, cantando os pedacinhos das músicas que eu sabia. Eu espero que isso continue para gente poder se divertir”. Marinete também fala da importância de criar laços com os outros pacientes. “A gente vai se entrosando e forma aquela família. É muito bom, porque as pessoas trazem coisas boas e a gente vai tirando da cabeça essa coisa de doença. É melhor pensar em viver, conversar coisa boa. Eu considero uma privilegiada em poder estar no meio dessas pessoas”, conta a paciente oncológica.
A ação foi realizada em conjunto com a equipe multiprofissional da clínica oncológica da unidade. “Os pacientes ficam internados aqui durante um longo tempo e não é bom que fiquem sem realizar atividade. Eles têm um tempo maior do que qualquer outro tipo de especialidade. Daí surgiu a ideia de fazer um evento que eles pudessem conversar, cantar, para que saíssem da rotina”, diz a enfermeira Poliana Lessa.
Essa troca de experiências pode contribuir com o tratamento, porque os pacientes sentem que não estão sozinhos, e que outras pessoas enfrentam os mesmos problemas – ou até mais graves. “Por nossos pacientes terem um quadro clínico um pouco mais grave que de outras unidades, eles se resguardam muito no leito. Então é todo um trabalho para gente tentar tirá-los do quarto. E essa foi a ideia, de trazer uma pessoa para tocar violão e cantar com eles, interagindo assim. E a gente conseguiu”, compartilha o técnico de enfermagem Henderson Silva.

Hospital
Público e gratuito, o HRBA é gerido pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A unidade presta assistência para mais de 1,1 milhão de pessoas em 20 municípios do oeste paraense.


Hospital Regional de Santarém investe na humanização do atendimento


Humanizar as relações em um ambiente hospitalar é oferecer um tratamento de qualidade, olhando com atenção para todos os aspectos dos pacientes. E para garantir esse atendimento aos usuários, os integrantes do Comitê de Humanização (CH) do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) passaram por uma formação de dois dias (17 e 18/03) com o coordenador estadual de humanização, psicólogo Luiz Guilherme Martins.
Durante o treinamento foram abordados os principais conceitos da Política Nacional de Humanização (PNH), lançada em 2003. A PNH busca pôr em prática os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) no cotidiano dos serviços de saúde, produzindo mudanças nos modos de gerir e cuidar. Os princípios norteadores são: transversalidade; indissociabilidade entre atenção e gestão; e protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos.
O diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi, acredita que não existe assistência de qualidade se não for humanizada, e destaca que é fundamental perceber o ser humano em todas as suas necessidades, não apenas as físicas. “Nós temos essa preocupação de levar não só uma assistência de qualidade, mas, também, humanizada. E isso tem que estar nas veias do hospital, circular diariamente na relação entre as pessoas, na relação entre profissionais de saúde e os nossos pacientes”.
Segundo a presidente do Comitê de Humanização do HRBA, Karina Cunha, o grupo “se propõe a realizar ações e projetos com objetivo de humanizar a assistência, os atendimentos. Precisamos despertar o interesse pela humanização nas pessoas, nas relações, e fazer com que os pacientes se sintam mais incluídos e bem recebidos, por mais que eles estejam passando por uma situação delicada”.
Para o coordenador estadual de humanização, o CH funciona como um dispositivo para o fortalecimento da gestão participativa. “É uma forma de valorizar o protagonismo dos profissionais e a inter-relação entre as diversas áreas e serviços, convergindo esforços para um bem comum. O comitê tem um papel de funcionar como um colegiado gestor, com olhares diferenciados a respeito de todos os segmentos e setores, estabelecendo o fortalecimento da grupalidade”, explica Guilherme Martins.
A humanização não diz respeito apenas ao tratamento cordial, mas, também, ao tratamento efetivo. Para o paciente, o tratamento humanizado significa uma recuperação mais rápida e satisfatória. Para o hospital, uma maior rotatividade de leitos, já que os usuários ficam menos tempo na internação. “Se o paciente é acolhido de forma adequada, com certeza o resultado do tratamento será melhor. E nós não podemos esquecer, também, dos nossos profissionais, ter a preocupação de cuidar de quem cuida, de quem realiza no dia a dia a assistência dos pacientes”, diz Moreschi.


Hospital
Sediado em Santarém, o Hospital Regional do Baixo Amazonas atende a uma população estimada em 1,1 milhão de pessoas residentes em 20 municípios da região do Baixo Amazonas. É o único centro de saúde especializado em oncologia no interior da Amazônia e possui a certificação nível três da ONA – Organização Nacional de Acreditação, o que atesta sua gestão de excelência e alta resolutividade médica. Para isso, a unidade realiza várias ações permanentes de humanização, como a Rádio HRBA, fundada em 2011, que torna o ambiente mais tranquilo e amigável, e o projeto ABC Brincando no HRBA, que proporciona educação dentro do hospital, possibilitando às crianças em tratamento atividades condizentes com suas necessidades e condições de saúde.
Unidade pública e gratuita pertencente ao Governo do Pará, o HRBA é administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).


Com 70% do efetivo feminino, HR de Santarém homenageia mulheres


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) possui mais de 900 colaboradores, dos quais 70% são mulheres. Esse é um número expressivo para o mercado de trabalho brasileiro. Por isso, as homenagens em comemoração ao Dia Internacional da Mulher se estenderam além do dia 08/03, como forma de incluir o maior número de mulheres. Na programação, constaram entrega de cartões, palestras sobre direito e saúde da mulher, sessões de massagens e realização de exames.



A médica do trabalho da unidade, Marília Godinho, palestrou às mulheres sobre os direitos femininos e saúde da mulher. Apesar de as mulheres terem alcançado conquistas históricas, em relação ao direito ao voto e trabalho, por exemplo, ainda há muitas problemáticas a superar, como nos casos de violência doméstica.
A coordenadora de recursos humanos do hospital, Auricléia Corrêa, diz que é fundamental que as mulheres estejam esclarecidas e tenham conhecimento sobre esses assuntos. Também falou que é importante valorizar as ações executadas pelas colaboradoras. “Uma de nossas políticas é voltada para humanização, então nós, como gestão de pessoas, temos essa missão de valorizar nossas colaboradoras para que elas se sintam especiais, como realmente são no mercado de trabalho”, diz.



As colaboradoras puderam realizar o exame preventivo do câncer do colo de útero e a mamografia, e participar de sessões de auriculoterapia e massagem corporal. Ainda foi ofertado curso de automaquiagem. As mulheres também receberam cartões dos homens que trabalham na unidade, destacando as qualidades admiradas por eles.
A paciente Cecília Oliveira aproveitou a data para homenagear as outras mulheres do hospital por meio do poema Assim é a Mulher, declamado na Rádio HRBA. “Eu fiz especialmente pensando nas pessoas que estão no hospital, passando por dificuldades. E, também, às atendentes, enfermeiras e médicas, como forma de agradecer tudo que fazem pela gente”, conta.



O diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou que as mulheres “têm grande responsabilidade sobre o sucesso deste hospital, sobre cada paciente que é assistido aqui. O Dia da Mulher é todo dia, na verdade, quando a gente fala no respeito, reconhecimento e carinho. Mas é importante ter um dia especial para reconhecer esse valor”.


sexta-feira, 11 de março de 2016

Mulheres em tratamento no HRBA recebem flores e cartões de pessoas desconhecidas


“Isso é o que faz a gente ter vontade de viver mais e mais, o carinho e o amor das pessoas”, essas foram as palavras da paciente Maria Verônica Lobato, nesta terça-feira, 08/03, Dia Internacional da Mulher, ao receber uma flor e um cartão do Comitê de Humanização do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). Assim como Maria Verônica, outras 144 mulheres que realizam tratamento na unidade foram homenageadas.
A ação faz parte do projeto Mulher, flor de ouro! - criado pelo Comitê de Humanização do HRBA. As flores entregues às mulheres foram doadas por pessoas que sentiram o desejo de demonstrar o seu carinho por alguém desconhecido, mas que precisa de apoio. As doações foram feitas no sábado, 05/03, de 16h às 19h, no Paraíso Shopping Center e no Rio Tapajós Shopping. Foram montados dois quiosques nos quais as pessoas adquiriram as flores e escolheram, dentre os nomes das mulheres em tratamento, para qual a homenagem seria enviada, junto com uma dedicatória.
A presidente do Comitê de Humanização, Karina Cunha, acredita que atitudes como essas auxiliam no tratamento dos pacientes. “O projeto, além de presentear com uma rosa as mulheres em tratamento, tem como objetivo ajudá-las a manter o pensamento positivo, aumentar a confiança e autoestima, recebendo mensagens de motivação através de pessoas desconhecidas. Também resgata o amor e respeito ao próximo, permitindo que pessoas presenteiem a quem nem conhecem”, diz.
Maria Zélia Marinho realiza sessões de hemodiálise há nove meses no HRBA. Ela conta que nem esperava receber essa homenagem. “Eu achei linda a atitude. Queria dizer muito obrigada para a pessoa que me deu essa flor. Que Deus a ajude e dê muitos anos de vida”. Outra mulher homenageada foi a paciente oncológica Francisca Costa. “É muito bacana essa atitude. Aproxima as pessoas e nos deixa mais feliz, ainda mais aqui no hospital, que atende muito bem todo mundo”.
Durante todo o dia, integrantes do Comitê de Humanização fizeram as entregas. As pacientes dos setores de oncologia e hemodiálise receberam flores naturais. As internadas nas clínicas ganharam flores artificiais, por conta da restrição do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). “Eu agradeço a Deus, primeiramente, e a todos os colaboradores desse hospital. Há três anos eu estou lutando. Já venci um câncer de mama e agora estou enfrentando um câncer de tireoide. Todas as vezes que cheguei aqui eu fui bem atendida, nunca voltei para casa sem atendimento”, conta Maria Verônica.
O projeto Mulher, flor de ouro! -  aconteceu pela primeira vez este ano e, pelo sucesso e grande participação popular, promete se repetir em outras ocasiões. “É uma forma de valorizar, motivar e incentivar as mulheres a continuar o seu tratamento para consigamos a cura ou, ao menos, amenizar a sua dor durante este tempo de internação no hospital. É uma causa muito nobre e nós aproveitamos para agradecer a todos que participaram e colaboraram, que doaram as flores às mulheres que realizam o tratamento aqui”, agradece o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi.
Público e gratuito, o Hospital Regional do Baixo Amazonas é certificado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) como instituição de excelência. Sua administração é feita pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).









Paciente oncológico se casa no Hospital Regional de Santarém


Após 17 anos juntos, Robson Barroso, 39, e Keulen Galvão, 34, se tornaram, de fato e de direito, marido e mulher. A cerimônia aconteceu na manhã desta sexta-feira, 04/03, na capela do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). Robson está internado na unidade, em tratamento de câncer.
O pedido de casamento partiu dele, há um mês, quando ainda estava internado no Hospital Municipal de Santarém, com suspeita da doença. Keulen disse que ficou surpresa com o pedido, já que estão juntos há tanto tempo. O casal tem três filhos.
Segundo a presidente do Comitê de Humanização do HRBA, Karina Cunha, o casal apenas havia solicitado uma autorização para a entrada da juíza de paz. “Nós pensamos: ‘por que não tornar esse momento ainda mais especial?’ E, com a ajuda dos nossos parceiros, foi possível. Criar um ambiente hospitalar cada vez mais acolhedor, proporcionando condições melhores e mais humanas aos pacientes do HRBA é uma das nossas principais missões”, conta Karina.
Foi o Comitê de Humanização do HRBA que providenciou todos os detalhes para que a cerimônia fosse emocionante e inesquecível para os noivos. Por meio de parcerias, todos os itens foram doados, como o vestido e o buquê da noiva, a decoração da capela, o bolo e os doces e até o registro em vídeo do casamento. A entrada da noiva foi ao som de um violino.
A noiva ficou muito emocionada ao poder realizar o desejo de casar com o homem amado. “Achei a cerimônia linda, maravilhosa! Foi um sonho realizado”. E agradeceu a todo o esforço feito pela equipe do hospital. “Eu nunca tinha visto um hospital fazer tudo isso por um paciente”, diz a noiva, Keulen Galvão.
A tia do noivo, Valdelina de Sousa, acredita que esse momento vai contribuir muito para a boa sequência do tratamento. “Ao ver que toda a família, os amigos e o hospital estão empenhados, passa uma força muito grande. Eu sou muito grata ao hospital por esse momento proporcionado. Os dois estavam muito emocionados”, agradece Valdelina.
O diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi, destaca que o ser humano sempre deve ser assistido em todos os aspectos. E essa tem sido a missão da unidade: proporcionar que os pacientes tenham qualidade de vida, apesar dos problemas que enfrentam. “Foi uma honra e uma grande alegria poder contribuir com a realização do sonho desse casal. Nós acabamos estabelecendo uma relação muito próxima com os nossos pacientes e ficamos felizes e realizados quando podemos fazer a diferença na vida deles. Foi um dia muito especial para toda a família HRBA”, fala Moreschi.
O amor de Robson e Keulen foi testemunhado por dezenas de pessoas que estavam no hospital. O que não faltou foi emoção. “No momento de tristeza, é um belo momento de alegria. A noiva, além de linda, é uma mulher corajosa. Mesmo sabendo que ele está em um estado muito difícil, abraçou a causa. É com esse amor que ele vai ficar firme e forte”, finaliza a tia do noivo, Valdelina de Sousa.












Hospital Regional de Santarém recepciona residentes médicos e multiprofissionais


Referência na formação profissional, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) recepciona, durante esta semana, os residentes que foram aprovados no processo seletivo da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Ao todo, foram 20 na residência médica e 14 na multiprofissional. A unidade de saúde, localizada em Santarém (PA), é destaque no ensino e pesquisa na Região Norte do país, sendo habilitada pelos Ministérios da Saúde e da Educação.
O colombiano Júlio Sanchez, que morava há quatro anos em Manaus, escolheu realizar a residência em Pediatria no Hospital Regional de Santarém justamente por esse motivo. “A residência e o hospital têm fama de excelente qualidade, então preferi vir fazer aqui a ficar em Manaus”, diz Sanchez, que completa: “eu adoro Santarém, o povo é maravilhoso”.
Neste ano, foram preenchidas vagas em nove especialidades para residência médica no HRBA: Anestesiologia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia e Pediatria. E três programas vão ter turmas pela primeira vez: Infectologia, Medicina da Família e Comunidade e Obstetrícia e Ginecologia.
A residência multiprofissional na Atenção Integral em Ortopedia e Traumatologia, desenvolvida no Hospital Regional do Baixo Amazonas, recebeu 14 estudantes, compreendendo os cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.
O diretor geral da unidade, Hebert Moreschi, comenta sobre a importância da formação desses profissionais para o Oeste do Pará. “Nós temos uma necessidade em torno de 1.500 médicos e trabalhamos com menos de 300, sendo que desses, aproximadamente 130 atuam aqui no hospital. Com isso nós temos uma ideia do abismo que há entre realidade e necessidade, e da importância desta instituição”, afirma Moreschi.
Ana Elisa Ataíde vai fazer residência em Clínica Médica. Ela se formou em medicina em Belém e, agora, decidiu retornar à terra natal. “Sou filha de Santarém, saí daqui há 13 anos. Para mim foi um grande atrativo pela estrutura do hospital e a possibilidade de voltar para minha terra e prestar serviço aqui”.
Mais de 60 trabalhos científicos já foram produzidos e apresentados por profissionais e residentes do hospital em congressos e fóruns nacionais e internacionais. E o coordenador médico de ensino e pesquisa do HRBA, cirurgião Marcos Fortes, sinalizou que a instituição vai incentivar a prática de produções científicas. Ele também falou sobre os avanços alcançados na área de educação. “Esta é uma luta que começou com um sonho e depois se concretizou de maneira tão fabulosa como esta, que possibilitou termos uma residência em número maior até do que as residências de Belém”.
Segundo Moreschi, esses avanços só são possíveis porque a missão do hospital é formar profissionais para enfrentar a atual carência da região. “Nós temos profissionais qualificados, excelente estrutura e projeto de segurança e qualidade na assistência com certificação ONA. Agora estamos partindo para certificação internacional, que apenas três hospitais públicos no Brasil detêm, e nós queremos ser o quarto”, finaliza o diretor geral.
Hospital

Público e gratuito, o Hospital Regional do Baixo Amazonas pertence ao Governo do Pará sendo gerido pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).



Hospital Regional de Santarém realiza captação de órgãos


A doação de órgãos e tecidos no Brasil ainda enfrenta diversas barreiras, que vão desde o desconhecimento do público doador até o funcionamento do processo de captação, por parte da família. O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, está habilitado a realizar captações de órgãos, desde 2012. No entanto, até o momento, ainda é baixo o número de doadores. Até 2015, quase 70 notificações de possíveis doadores foram realizadas, mas apenas oito se concretizaram. No sábado, 27/02, foi realizada a primeira captação do ano. 
O doador W.P., de 19 anos, teve morte encefálica. Para o pai, a tristeza causada pela perda do filho pode ser amenizada pela alegria proporcionada às pessoas que receberam os órgãos. “Para mim é um gesto de solidariedade, podendo salvar a vida de outras pessoas. Eu decidi, junto com a minha esposa, a doar os órgãos porque é um ato de amor. Espero poder receber um abraço dessas pessoas que foram agraciadas”,  conta Paulo Pinto.
A diretora técnica do HRBA, a médica Lívia Corrêa, afirma que a doação de órgãos e tecidos é essencial para salvar outras pessoas e a prática deve ser estimulada. “A doação, acima de tudo, é um gesto de amor ao próximo. A família consegue superar a dor que sente da perda do ente querido e tem esse nobre gesto de doar o órgão e tecido que salva a vida de várias pessoas”.
O hospital ainda não realiza transplantes, mas está habilitado a captar válvulas do coração, fígado, rins, córneas e tecidos. Quando há um potencial doador, a Organização à Procura de Órgãos (OPO) comunica a doação à Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), que aciona o Sistema Nacional de Transplante (SNT) e disponibiliza os órgãos e tecidos para doação. Desde 2012, quando esse serviço foi implantado no Hospital Regional de Santarém, já foram captados 49 órgãos e tecidos.
O crescimento no número de doadores ainda é lento, principalmente em função das barreiras que passam pela falta de informação, preconceito e temor. As principais causas das negativas estão relacionadas ao desconhecimento familiar sobre o desejo de doação do falecido, ao fato de os familiares desejarem manter a integridade do corpo e o receio de haver demora na liberação. A doação também pode acontecer em vida, como rins, parte do fígado e medula óssea. “É impossível termos transplantes sem que haja a doação. As captações de órgãos feitas no HRBA possibilitaram a dezenas de pessoas, que estavam na fila de espera por um transplante, obter essa nova oportunidade, que representa, em muitos casos, a continuidade da própria vida”, afirma o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi.

Processo de doação
Para que uma doação seja concretizada, a família do doador deve autorizar o procedimento. Por isso, é importante expressar, em vida, o desejo de doar órgãos e tecidos. A recusa familiar tem sido fator determinante para que o número de doações permaneça baixo.
A Organização à Procura de Órgãos (OPO) do HRBA tem investido na conscientização da população e na detecção mais rápida e precisa dos casos de morte encefálica - que é a parada definitiva e irreversível do cérebro e tronco cerebral, provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo - aptos para doação. 


terça-feira, 1 de março de 2016

Hospital Regional de Santarém realiza workshop voltado para a ética na enfermagem


Para garantir a aplicação da ética e capacitar os profissionais de enfermagem, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) promoveu no último dia 26/02, o 20º Workshop do HRBA. O evento contou com palestras relacionadas à ética no ambiente de trabalho, priorizando difundir conceitos, atribuições, direitos e deveres. A intenção é fornecer uma ampla formação para que os profissionais desempenhem suas funções com excelência tanto nos princípios técnicos como nos éticos.
O diretor geral da unidade, Hebert Moreschi, afirma que uma das preocupações do hospital é garantir que os profissionais estejam sempre envolvidos e formados com as melhores práticas existentes. “Esse workshop tem foco muito interessante para o profissional da enfermagem, que é falar sobre a ética nas relações. Todo profissional de saúde tem uma grande responsabilidade que é a arte de cuidar dos outros, e essa responsabilidade traz consigo diversas obrigações”.
Três palestras, com os seguintes temas, foram realizadas: Você se considera um profissional ético?Auditoria de prontuários: dicas, esclarecimentos e recomendações sobre o que escrever ou não no prontuário do paciente; e Negligência, imprudência e imperícia: o que significa?


Comitê de Ética
No mesmo dia, durante o evento, foi empossado o Comitê de Ética do HRBA para o biênio 2016/2018, que tem a seguinte formação: presidente, Chrystian Bento; vice-presidente, Ádria Azevedo; secretário, Valter dos Santos; 1º suplente, Ednil Galúcio; 2º suplente, Sandra do Nascimento; e 3º suplente, Glauciene de Sousa.
O HRBA tem cerca de 350 profissionais ligados à enfermagem, por isso é importante se ter um comitê para representar a classe. “É significativo ter, dentro da instituição hospitalar, representação da classe de enfermagem. É um processo de afirmação da categoria, divulgação dos processos, conciliações e esclarecimento de dúvidas”, diz a diretora de enfermagem do HRBA, Daniella Mengon.

O Comitê de Enfermagem teve início em 2009 e o Hospital Regional do Baixo Amazonas é o único hospital do Oeste do Pará a possuir. A enfermeira e vice-presidente do comitê, Ádria Azevedo, explica que o trabalho é muito mais educativo do que punitivo. “O Comitê de Ética de Enfermagem é uma extensão do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) dentro do hospital, que existe para dar orientações ao grupo de funcionários ligados à enfermagem, além de passar casos de denúncias e comportamentos não-éticos desses profissionais, assim como reclamações de acompanhantes”.


Colaboradores e acompanhantes do HRBA aprendem técnicas de ressuscitação cardiopulmonar


Preparar o maior número de pessoas para atuar em casos de parada cardiorrespiratória (PCR). Esse foi o objetivo da ação promovida pelo Time de Resposta Rápida (TRR) do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) durante os dias 25 e 26/02. Colaboradores e acompanhantes receberam noções práticas e teóricas sobre como detectar precocemente a parada e realizar os procedimentos iniciais para ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
Anualmente, o hospital realiza o treinamento com todos os colaboradores que não fazem parte da assistência. Os treinamentos para as áreas da saúde têm uma frequência menor, a cada três meses. A intenção é que 100% das pessoas que trabalham na unidade estejam capacitadas para agir ao se deparar com uma situação de emergência. “Queremos alcançar todo o hospital, para quando ocorrer uma parada cardiorrespiratória o socorrista leigo identificar e iniciar as compressões cardíacas até a chegada do TRR. Isso vai diminuir consideravelmente o risco de morte desse paciente”, informa a enfermeira do TRR, Carla Lemos.
O residente multiprofissional de farmácia, Breno Ferreira, foi um dos que passaram pela instrução prática. “Com esse treinamento, a gente já se sente mais seguro em realizar a parte básica. Não tem mais aquele choque de observar a situação e não saber como agir. É muito importante tanto para salvar uma vida, quanto para o bem-estar das pessoas próximas”, diz Ferreira.
Para a diretora de enfermagem do HRBA, Daniella Mengon, é importante preparar as pessoas para saberem lidar com eventuais situações de emergência. “É fundamental que todos que trabalham no ambiente hospitalar sejam capacitados e saibam tomar uma decisão na hora que se deparar com uma situação de emergência, porque o quanto mais rápido a pessoa for atendida, melhor”, explicou.




HRBA na Escola: estudantes recebem orientações sobre como combater o Aedes aegypti


Mais de sete mil estudantes da rede municipal de ensino devem receber informações sobre como combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika vírus e chikungunya. A equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), realizou ações de conscientização em seis escolas de Santarém até o dia 29/02. A abertura do “Projeto HRBA na Escola: todos contra o mosquito”, aconteceu nesta terça-feira, 23/02.
Desenvolvido pelo HRBA desde 2012, o projeto é voltado para a conscientização das crianças, que podem se tornar importantes agentes multiplicadores de informação. “Acreditamos que uma criança bem informada hoje será um adulto saudável amanhã. Ele recebe na escola, dos profissionais de saúde, e leva isso para sua residência, seu bairro. A criança vai ser multiplicadora de um comportamento saudável que vai trazer bons resultados para todos nós”, explica o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi.
Os cuidados devem ser redobrados para evitar a proliferação do mosquito que causou quase 5 mil casos de dengue, em 2015, no Pará. Como a melhor forma de prevenir a doença é evitar que o Aedes aegypti se reproduza, os estudantes estão recebendo orientações para não jogar lixo em terrenos baldios, não deixar garrafas e pneus no quintal e manter fechadas caixas d’águas e barris.
A ideia é conseguir mobilizar toda a comunidade em que a escola está inserida, a começar pelos alunos. “O Hospital Regional traz o conhecimento e essas crianças vão ser usadas como agentes multiplicadores dentro de suas casas para a comunidade em geral, compartilhando a informação. A gente vai repassar quais são as medidas preventivas de controle e eles vão nos ajudar nessa mobilização contra o mosquito”, diz a coordenadora do projeto, a enfermeira Sheila Oliveira.
Solleny Horrane, de 13 anos, cursa o nono ano do ensino fundamental e já está ciente dos problemas causados pelo mosquito. Nesta terça-feira ela aprendeu como prevenir a proliferação do mosquito. “Aprendi a não deixar a caixa d’água destampada, água acumulada em pneus ou água parada”.
O projeto é desenvolvido em parceria com as secretarias municipais de Saúde e Educação, além de universidades públicas e privadas. A seis escolas que irão receber a ação estão nos bairros que apresentam os maiores índices de casos de dengue. “O foco está nas áreas mais carentes, locais em que as pessoas ainda pensam que é dever do poder público recolher o lixo que está na frente de casa. A nossa campanha não é para cuidar da doença, é para evitar”, conta a professora da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Adenilce Rego.

Crianças em tratamento de longa permanência no Hospital Regional de Santarém recebem educação escolar


As aulas da rede municipal de ensino começaram no dia 11/02 em Santarém, no oeste do Pará. Mas, para duas crianças que realizam tratamento de longa permanência no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), o primeiro dia de aula somente aconteceu nesta segunda-feira, 22/02. L.S., de cinco anos, e E.S., de sete anos, têm neuropatia congênita, que acarreta problemas no funcionamento dos nervos, e ‘moram’ na unidade de saúde desde os primeiros meses de vida. E, para que não tenham prejuízos educacionais nem cognitivos, desenvolvem atividades de forma adaptada às suas necessidades, nos próprios leitos do hospital.
As duas crianças são matriculadas na rede municipal de ensino de Santarém, na Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, e recebem, no HRBA, conteúdo equivalente ao repassado nas escolas. “É um trabalho diferenciado, voltado às necessidades específicas deles. Apesar de o conteúdo ser o mesmo trabalhado na escola, a forma não é, assim como o ambiente e os materiais. Tudo é adaptado, com muitas atividades lúdicas”, explica a professora do ensino regular, Sônia Passos.
Emocionada, a professora da educação especial, Silvânia de Sousa, conta que “é uma satisfação imensa dar aula para essas crianças. Só de ver o sorriso deles ao nos verem entrando para dar aula é emocionante. Melhor ainda é ver o progresso que eles têm tido anualmente”. Ela repassa os conteúdos aos dois por meio de atividades lúdicas e práticas de leitura e de escrita.
O projeto nasceu por iniciativa das mães das crianças, que foram até a escola realizar a matrícula e solicitar à Secretaria Municipal de Educação (Semed) atendimento especializado. A partir disso, a Diretoria de Ensino e Pesquisa do HRBA passou a acompanhar todo o processo de aprendizagem. O projeto Escolarização Hospitalar iniciou em março de 2014, quando E.S. começou a estudar. Atualmente ela já está no 3º ano do ensino fundamental. “Ela tem apresentado um desenvolvimento muito bom. É gratificante vê-la aprendendo”, diz a mãe, Eda Pereira.
Eliana Silva é mãe de L.S., que cursa o 1º ano do ensino fundamental, e ficou feliz em ver o filho retornar às aulas. “Tanto para ele quanto para mim tem sido muito especial. Ele nunca viveu algo assim e tem sido muito bom, está se desenvolvendo bem”, conta.

O diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi, destaca que é importante proporcionar a esses pacientes a oportunidade de receberem educação para desenvolverem os aspectos cognitivos e interagir com outras pessoas fora do ambiente hospitalar. “Talvez nunca passasse pela cabeça dos pais que eles pudesse ter, dentro do hospital, a possibilidade de as crianças estarem matriculadas em uma escola. E isso influencia no comportamento. Dar oportunidade para que essas crianças possam estudar traz inúmeros benefícios, tanto no aspecto psicológico como na adesão do tratamento”, finaliza. 

Hospital Regional de Santarém acolhe demanda de câncer infantil no Baixo Amazonas


Ao ser diagnosticado com câncer infantil, o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) na região do Oeste do Pará já inicia o tratamento. É que com a atuação do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) o serviço cobre toda a demanda permitindo assim o atendimento imediato. Sem filas de espera, a unidade oferece tratamento especializado em câncer infantil desde 2013. Inclusive, em 2015 o hospital foi premiado junto à rede Ronald McDonald House Charities (RMHC), em Chicago (EUA), por conta do programa Diagnóstico Precoce, desenvolvido entre os anos de 2013 e 2014 no município de Santarém, em parceria com as secretarias municipal e estadual de saúde.
O diagnóstico precoce amplia as chances de cura no tratamento do câncer infantil. O tema foi lembrado ontem, 15/02, que é o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil. Segundo o coordenador de oncologia do HRBA, Marcos Fortes, a unidade de saúde localizada em Santarém tem proporcionado uma qualidade de vida muito maior para os moradores da região Oeste do Pará que precisam de tratamento. “Se antes era complicado para adultos realizarem tratamento fora, imagine para crianças que necessitam de mais cuidados porque são vulneráveis. Isso tinha um impacto social muito grande. Também, realizar o tratamento junto com adultos era muito complicado, porque são necessidades completamente diferentes, não só no aspecto médico, mas no aspecto psicológico e social”, conta.
Com seis anos, C. B. está em tratamento contra uma leucemia há seis meses. A avó conta como tem sido o tratamento. “Ele estava no Pronto Socorro Municipal, mas não conseguiram descobrir o que ele tinha e o encaminharam para cá. Chegando aqui, a equipe realizou vários exames e descobriram que ele tinha leucemia. Em seguida ao diagnóstico, iniciou o tratamento. Hoje ele está muito bem, graças a Deus. Tem respondido bem às sessões de quimioterapia e tem evoluído”, diz a avó do menino, Maria do Carmo Brandão.
O empenho e a capacitação fornecida pelo HRBA são fundamentais para agilizar o procedimento e diminuir o tempo de espera que, consequentemente, reduz a mortalidade infantil causada pelo câncer, que se tornou a principal causa de óbito no Brasil (7% do total) entre jovens de 0 a 19 anos de idade. “Foi iniciado o serviço de oncologia pediátrica no hospital para absorver as crianças com suspeita de câncer infanto-juvenil e realizar o tratamento especializado para os casos confirmados, o qual está se consolidando e se tornando referência para a região da Amazônia”, diz a oncologista pediátrica Alayde Vieira Wanderley.
No Hospital Regional do Baixo Amazonas estão em tratamento contra o câncer 38 crianças e adolescentes. Do total, 44% são de leucemia, 21% encéfalo e 6% renal. A unidade de saúde se destaca por fornecer tratamento imediato após o diagnóstico da doença ser confirmado.

Casos

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo no Brasil, nas últimas quatro décadas. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente. Sendo, os tumores mais frequentes em crianças e adolescentes são as leucemias e os do sistema nervoso central e linfomas. A previsão é de que cerca de 12.600 novos casos da doença sejam detectados no Brasil em 2016, sendo que 1.210 serão no Norte do país, segundo o Inca.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Cipa do Hospital Regional do Baixo Amazonas realiza campanha de conscientização para um Carnaval seguro


Os colaboradores do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) receberam importantes informações para aproveitarem as festas do Carnaval de modo seguro. Profissionais da saúde palestraram, entre outros temas, sobre os riscos da ingestão de bebidas alcoólicas e uso de drogas, que podem acarretar em sérios prejuízos para a saúde. A campanha Carnaval Seguro: valorize sua vida, previna-se! foi a primeira ação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da instituição em 2016.

O anestesiologista Telmo Moreira deu atenção especial aos cuidados com o uso álcool na sua palestra ministrada no dia 04/02. Para ele, o “Carnaval é uma festa alegre, bonita e cultural, mas merece muito cuidado. O uso do álcool pode causar muitos problemas, começando com o transporte para ir e voltar, até brigas e doenças”, revelou. O médico alertou ainda para “que se brinque o carnaval com moderação, que tenhamos essa consciência e passemos para os outros”.

Para o diretor geral do hospital, Hebert Moreschi, ter um comportamento seguro e preventivo é a melhor forma de brincar o Carnaval sem que ocorram consequências negativas. “Falar de segurança no Carnaval é fundamental. E nós, como profissionais de saúde, somos referências nisso. Temos que pegar as informações no ambiente de trabalho e compartilhar com nossas famílias e nossos amigos”, aconselha.

Conscientização

Na sexta-feira, 05/02, membros da Cipa percorreram os setores da unidade para distribuir panfletos com orientações sobre prevenção de doenças.  A equipe do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Santarém realizou cerca de 60 testes rápidos de aids e sífilis em colaboradores do HRBA. Conforme a presidente da Cipa, Claudiléia Glavão, “a intenção foi proporcionar ações educativas com os colaboradores e consequentemente, minimizar os índices de acidentes de trabalho aumentando os cuidados que todos têm que ter com sua saúde”.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Pacientes oncológicas ganham perucas em ação do Hospital Regional de Santarém


Sete perucas ganharam novas donas e passaram a fazer parte da rotina de mulheres que realizam tratamento de câncer no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), localizado em Santarém, no oeste do Pará. Em clima de Carnaval, o grupo de apoio a mulheres com câncer ‘Amigos do Peito’ realizou a doação nesta quinta-feira, 04/02. A iniciativa conjunta com o setor de Oncologia do Hospital Regional serviu para renovar a autoestima das pacientes e reforçar a importância de se oferecer um tratamento cada vez mais humanizado e eficiente.
O Hospital Regional do Baixo Amazonas tem, atualmente, 1.060 pacientes em tratamento de câncer. Inclusive com pessoas de outros estados, já que o hospital é um polo de referência na atenção à doença. “Apesar de termos uma excelente estrutura física, de equipamentos, de profissionais médicos e multiprofissionais, acredito que o fator principal que diferencia o serviço do HRBA é o fator humano e, por isso, sempre fazemos questão de acolher o nosso usuário e de participar ativamente do processo assistencial”, explica o diretor geral da instituição, Hebert Moreschi.
Francilene da Costa, de 48 anos, foi uma das pacientes que recebeu peruca. Ela está em tratamento contra um câncer de mama há seis meses. “Eu me senti muito bem em receber essa peruca. Com certeza a minha autoestima melhorou muito mais. Graças a Deus não tenho me abatido com a situação pela qual eu passo”, revelou.
Durante a ação, o coordenador da Oncologia da unidade, cirurgião Marcos Fortes falou da importância de se proporcionar momentos como esse aos pacientes. “Quando você se olha no espelho precisa se agradar daquilo que está vendo. E uma ação como essa demonstra que a oncologia do hospital não está pensando somente no tratamento físico, mas também no tratamento espiritual, psicológico, da autoestima, deixando essas pessoas de uma maneira que possam responder ao tratamento e às adversidades que enfrentarem”, comenta.
Paciente oncológico, Jurandir Viana também integra o grupo de pagode Oitava Cor, que animou o evento realizado neste Dia Mundial de Combate ao Câncer, ao ritmo de marchinhas de Carnaval. O músico enfrenta um câncer de próstata e encorajou os outros pacientes a seguirem adiante com os tratamentos, sem desanimar. “O importante é não perder a esperança nem a alegria. A música me ajuda bastante durante o tratamento”.
AMIGOS DO PEITO
A integrante do grupo Amigos do Peito, jornalista Leíria Rodrigues, mostra como o apoio a essas mulheres é fundamental para o sucesso do tratamento. “Uma peruca, um lenço, um batom mostram não só que está mulher se cuida, mas que ela está bem, se sentindo forte, animada”.  O grupo surgiu a partir de 2012, quando Leíria descobriu que estava com câncer de mama e recebeu o apoio de amigos e familiares para enfrentar o tratamento. Hoje ela faz o mesmo com outras pessoas.
As perucas foram confeccionadas a partir de doação de cabelos de várias pessoas, inclusive de outros estados. Para quem recebeu, este foi um ato de muito amor. “Quanto mais ativas, alegres e participantes do processo estiverem, melhor será o resultado do tratamento. Estamos muito felizes em poder proporcionar isso, uma assistência de qualidade, segura e principalmente humana para os nossos pacientes”, finaliza Moreschi.
CÂNCER
Os tipos mais comuns de câncer entre as mulheres em tratamento no hospital são: colo de útero (35%), mama (26%) e pele (14%). Em homens, os mais comuns são: próstata (28%), pele (25%) e estômago (15%). Em 2015, 220 pessoas iniciaram o tratamento no Hospital Regional, sendo que 21% destes, são de câncer de mama e 13% de colo de útero.
O serviço de quimioterapia do Hospital Regional do Baixo Amazonas realizou, em 2009, 2.730 sessões. Em 2015, o total de sessões foi de quase 7.900 (volume 188,6% maior). Em 2011, um ano após a inauguração do setor de Radioterapia, quase 12 mil sessões de radioterapia foram realizadas. Em quatro anos, esse número aumentou em mais de 15 mil, o que representa um crescimento de 127%. Em 2015, 27.125 sessões foram realizadas. No ano passado foram realizadas mais de 12.400 consultas oncológicas.
O HRBA é uma unidade hospitalar pública e gratuita pertencente ao Governo do Pará e administrada pela Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrasto de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).