quinta-feira, 17 de abril de 2014

HRBA realiza V Campanha de Gerenciamento de Resíduos e Prevenção de Acidente com Pérfuro-cortantes (CGRAP)


Na manhã desta quinta-feira, 17, a Comissão de Gerenciamento de Resíduos e Prevenção de Acidente com Pérfuro-cortantes (CGRAP) realizou sua programação anual de sensibilização dos colaboradores do Hospital Regional do Baixo Amazonas sobre as práticas de segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte interno e externo, tratamento e destino final dos resíduos e a prevenção de acidentes com pérfuro-cortantes. A V Campanha de Gerenciamento de Resíduos e Prevenção de Acidente com Pérfuro-cortantes tem como tema central “Gerenciar Resíduos e Prevenir Acidentes. Eu apoio e pratico”.

De acordo com o enfermeiro do trabalho do HRBA, Wilde Nélison Mota, o mais importante é evitar o acidente. “É necessário trabalhar utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) justamente para evitar o risco de contaminação. Durante o procedimento, o profissional deverá estar concentrado na hora do manuseio e descarte do pérfuro-cortante, assim ele está prevenindo futuros acidentes de trabalho”, declarou o enfermeiro após citar o uso obrigatório de EPI’s (máscara, luvas, toucas, óculos, avental entre outros objetos) para os profissionais da Saúde e colaboradores de unidades de Saúde.

O objetivo da programação é sensibilizar os profissionais para a importância das práticas de segurança dentro das unidades de saúde, hospitais, postos, laboratórios e centros especializados onde o risco de contaminação pode ser maior. No caso de acidentes, algumas medidas devem ser adotadas. “Tem que ser observada a situação vacinal do trabalhador ou da pessoa que sofreu acidente. Se a vacinação contra difteria ou tétano tem mais de três anos, ele tem que receber reforço”. Afirmou o enfermeiro que também alertou para o risco de contaminação com o vírus hepatite B.
 
Em casa, o risco de acidentes também deve ser levado em consideração. Neste sentido, importante adotar algumas medidas. “O descarte deste material  não pode ser feito em lixeiro comum, por oferecer risco aos profissionais coletadores. É importante sensibilizar a população para não desprezar este resíduo como um lixo doméstico, e sim seguir algumas medidas de segurança como, utilizar uma lata tampada ou uma caixa de papelão, não esquecendo de identificar o risco”, complementou.
 
O Diretor Geral, Hebert Moreschi, falou sobre a importância de disseminar boas práticas de segurança. “A prevenção é sempre o melhor caminho. Todos os profissionais que atuam na assistência a pacientes devem ter uma atitude segura. Uma atitude seguram envolve tanto cuidados voltados à prevenção de acidentes individuais, como coletivos, pois um descarte de material pérfuro-cortante inadequado pode contaminar diversas pessoas. Parabéns à comissão organizadora por mais uma campanha de sucesso!”, conclui Hebert.







 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Crianças diagnosticadas com cardiopatias congênitas são operadas em Santarém

Equipe médica antes de iniciar o procedimento cirúrgico
Cansaço, falta de disposição, desmaios, respiração pesada e até mesmo rouxidão na pele. Estes são alguns dos sinais citados pelos pais das três crianças operadas no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) nos dias 5 e 6 de abril. As cirurgias tiveram aproximadamente duas horas de duração e foram realizadas pela primeira vez fora do Hospital das Clínicas (Belém), graças a uma parceria do Governo do Estado, Prefeitura de Santarém e a Dinâmica Hospitalar, empresa que realizou a doação das próteses para correção dos problemas cardíacos nas crianças de 4, 5 e 7 anos atendidas nesta primeira etapa do projeto.


A cirurgia contou com a presença da equipe do Hospital das Clínicas (HC) Dr. Rogério Miranda, cirurgião cardiopediatra e Dra. Camila Sozinho, médica pediatra do HC e HRBA, além do médico hemodinamicista, Dr. Jorge Hayashi. O cirurgião cardiopediatra explicou que em todo o Pará, cerca de 40% dos casos de cardiopatias congênitas estão no interior e a realização do procedimento em Santarém é o primeiro passo para a descentralização. “Este é um passo inicial muito importante. Estamos falando de cardiopatias em crianças muito pequenas, cardiopatias graves que faz com que a resolução aqui em Santarém traga um grande avanço para a Região. É fundamental fazer esta descentralização até porque temos um hospital de referência como o Hospital Regional”, afirmou Dr. Rogério.

A Secretária Municipal de Saúde (SEMSA), a médica pediatra Dra. Valdenira Cunha, falou sobre a importância da parceria para a realização do procedimento em Santarém. “Essa é uma parceria que nós vínhamos buscando deste o ano passado. Temos uma fila de crianças para fazer este procedimento no nosso TFD (Tratamento Fora do Domicilio) para serem realizadas no HC. Sabemos que esta fila em Belém é grande, então fomos atrás do Dr. Rogério Miranda que é um dos médicos que realiza o procedimento, e conseguimos fazer estas cirurgias. Esperamos que este projeto tenha sequencia e outras crianças sejam operadas em nossa cidade”, declarou Dra. Valdenira.

Para quem buscava tratamento e sabia da complexidade da doença, a realização do procedimento em Santarém representou a realização de um sonho. Assim o militar aposentado, José Maria Pinto Silva, avô de uma das crianças operadas, o pequeno Eduardo Silva, falou do procedimento. “Graças a Deus abriu esta porta aqui. Eu espero que outras crianças sejam contempladas com essa cirurgia porque é muito difícil sair de Santarém e buscar atendimento em outros centros. A gente sabe que a tendência desse quadro é progredir e isso causa preocupação, o meu neto, graças a Deus, já está curado”, falou o militar aposentado que irá comemorar em família a cirurgia e também o aniversário de 7 anos do menino que retornará a escola já nesta segunda-feira.

A pediatra Camila Sozinho falou sobre a complexidade da doença e sobre o benefício do procedimento. “Essa são crianças que tem problemas desde o nascimento e que a gente não consegue encaminhar para Belém por que o Hospital das Clínicas tem uma fila de espera muito grande. Essa é uma cirurgia de “peito fechado”, uma técnica muito moderna, onde é impulsionada uma veia na virilha e através desta veia é passado um cateter que chega até o coração da criança liberando uma prótese que faz a correção do canal arterial”, citou a médica após informar que o pós-cirúrgico também é uma vantagem da cirurgia uma vez que as crianças ficam 12 horas em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 12 horas na Clínica Pediátrica, e em seguida recebem alta.

Além das três crianças atendidas nesta primeira etapa outras 27 ainda aguardam pela cirurgia em Santarém, crianças como a pequena Rebeca, que recebe acompanhamento a cada seis meses. Em Belém, a fila de espera por um procedimento como este é de 540 crianças. “Em 2012, eu a levei e o médico disse que ela iria fazer o cateterismo. A última consulta foi em novembro e a doutora Camila falou que provavelmente o profissional viesse porque tem como fazer essa cirurgia aqui. O hospital tem estrutura pra isso, só faltava o profissional. Eles acharam melhor trazer o profissional, o que melhorou pra gente que antes ia e ficava em casa de apoio, longe de parente era mais difícil, aqui é mais perto de casa”. Falou a dona de casa Maria Leila Bandeira Nogueira, que reside na Comunidade de Cabeceira do Marajá, região do Ituqui e que gasta em média 4 horas para se deslocar até Santarém.
O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou sobre o avanço da Saúde em Santarém a partir da introdução de novas especialidades e das parcerias firmadas para a realização de procedimentos como a cirurgia cardiopediatra em crianças com cardiopatias congênitas. “A meta do Governo do Estado e da SESPA é cada vez mais descentralizar a assistência de alta complexidade para fora da Capital. O benefício é enorme, pois leva assistência de qualidade, segura e resolutiva para próximo do usuário, que pode se recuperar em sua casa, junto a sua família. Sem dúvida a parceria entre Governo do Estado, através da SESPA, Governo Municipal, através da SEMSA, Dinâmica Hospitalar e toda competente equipe médica, representou um enorme avanço para nossa região. Estamos muito felizes por nossos pequenos pacientes terem sido assistidos com acompanhamento de seus familiares aqui no HRBA e estarem se recuperando tão bem.”, concluiu Hebert.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Workshop do HRBA debate Assistência de Urgência e Emergência

Parte da equipe do TRR do HRBA com ministrantes do Workshop
Com a presença de profissionais e classe acadêmica da área da Saúde, o Hospital Regional do Baixo Amazonas, que é administrado pela parceria Governo do Estado do Pará e Pró-Saúde, deu abertura nesta terça-feira, 25, ao seu V Workshop que abordou a temática da Assistência de Urgência e Emergência em Santarém, Região Oeste do Pará. O evento iniciou às 9h e teve entre os palestrantes profissionais da Saúde de Santarém, Belém e São Paulo que debateram temas atuais como o resgate aéreo na Amazônia, em Santarém e também sobre acidente de trânsito, acolhimento e classificação de risco, parada cardiorrespiratória, insuficiência respiratória e suporte ventilatório. Além da implantação do Time de Resposta Rápida no HRBA, feita em 2013 e que já apresenta bons resultados no atendimento de pacientes com sintomas ou mesmo em parada cardiorrespiratória.

Dr Guataçara ministrando sobre resgate em selva
O médico José Guataçara Gabriel, Coordenador do SAMU da cidade de Belém, e Coordenador do Serviço de Urgência e Emergência do Hospital Metropolitano, na Capital, parabenizou o HRBA pela iniciativa e falou sobre a importância da capacitação para o atendimento imediato até a chegada do socorro especializado. O médico também falou sobre o resgate aéreo na Amazônia. “Nós vamos falar sobre resgate em ambiente de floresta, inclusive até com a situação desse acidente. Vamos falar sobre você estar em um ambiente hostil e ter que tirar da floresta todo material necessário para sobrevida do paciente e também falaremos sobre atendimento de trânsito, principalmente acidente de moto: como acontece, porque acontece e como temos que fazer o atendimento antes de chegar ao hospital”, explicou o médico.

Dr Ilmara ministrando sobre acidente áereo
A médica Coordenadora do SAMU de Santarém, Ilmara Sousa, ministrou palestra sobre a diferença entre resgate aéreo e transporte aeromédico, com ênfase na experiência da aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará (Graesp). “É importante saber a diferença entre o transporte e o resgate aéreo, que são coisas bem diferentes. Há aproximadamente um ano nós já realizamos os dois procedimentos aqui na região, principalmente atendendo pessoas carentes e que necessitam do serviço gratuitamente, enfrentamos algumas dificuldades, às vezes por falta de homologação das aeronaves, às vezes por falta de conhecimento das pessoas que chamam o resgate aéreo e deveria ser o transporte”, enfatizou a médica, após citar que no resgate o paciente ainda não recebeu nenhum atendimento médico enquanto que no transporte os pacientes já receberam cuidados e precisam de um centro de maior complexidade.

Médica do TRR e Diretora de Enfermagem
A Diretora de Enfermagem, Daniela Mengon, explicou que o TRR existe no HRBA há um ano e após sua implantação os atendimentos passaram a obedecer um tempo entre 5 e 15 minutos. “Há um ano nós instalamos aqui o Time de Resposta Rápida, que é o time que atende pacientes internados ou transeuntes, pessoas que circulam pelo hospital. O time fica à disposição, através de rádio e assim que acionado ele atende o paciente, há os códigos, no caso azul é o código de parada e em cinco minutos a equipe deve fazer o atendimento e o código amarelo, onde o paciente tem algum sintoma que pode levar a uma parada e a equipe tem 15 minutos para atender o paciente” ,informou a Diretora.

Composição da mesa
De acordo com a Coordenadora do Time de Resposta Rápida (TRR), Enfermeira Vanja Kzan Colares Neves, a equipe é composta por uma equipe multiprofissional, (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e fisioterapeuta), que estão treinados e capacitados para atuar em setores não críticos (clínicas, recepções, área de imagem e diagnóstico, laboratório,, áreas de apoio e administrativas do HRBA). “Nós vamos falar sobre os atendimentos na urgência e emergência e serão ministradas palestras e mini-cursos sobre parada cardiorrespiratória, resgate aéreo, terrestre, atendimento, pré e hospitalar e a realidade da implantação do TRR que nós queremos expandir na região”, complementou a coordenadora após informar que em dezembro foram realizados 25 atendimentos de paradas cardiorrespiratórias, destes atendimentos, 23 pacientes conseguiram reverter o quadro crítico devido o comprometimento de toda a equipe do HRBA. 

Pratica de socorro à vitima de acidente de moto
Entre as orientações dadas durante os treinamentos, a metodologia para verificação da pulsação, respiração e o estado de inconsciência do paciente foram priorizados. “Nós realizamos vários treinamentos para vários setores do HRBA e priorizamos esses treinamentos por acreditar que é importante que todos os colaboradores saibam identificar o início de uma parada cardiorrespiratória e possam dar um primeiro atendimento até que o time chegue”, complementou a coordenadora que atua com uma equipe multiprofissional composta por 28 pessoas entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e fisioterapeutas.

Modo de imobilização
O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou sobre a experiência inovadora do HRBA de implantar o TRR e realizar um workshop com temas tão diversificados como o acolhimento do paciente de urgência e emergência. “É impossível falarmos em qualidade da assistência sem que o aspecto segurança do paciente não seja priorizado. O HRBA é um hospital de média e alta complexidade e atende a pacientes graves. Nosso Time de Resposta Rápida foi implantado há um ano e vem apresentando excelentes resultados. É importante compartilharmos essa experiência de sucesso com outros serviços e saúde. Além disso, pudemos contar com a presença de profissionais que são referência no atendimento de urgência e emergência que repassaram o seu conhecimento às equipes de saúde do HRBA e Oeste do Pará”, concluiu Hebert.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Após 05 anos de atividades, Oncologia do HRBA é destaque nacional e internacional

Participação da população em busca do diagnóstico precoce



Com uma equipe multiprofissional comprometida o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), que é administrado pela parceria Governo do Estado e Pró-Saúde, conseguiu nos últimos cinco anos se destacar no cenário nacional e também internacional não somente pelos atendimentos prestados aos pacientes oncológicos como também pelos trabalhos apresentados em congressos e publicados em revistas cientificas. Atualmente compõem o setor oncológico do HRBA os médicos Marcos Fraga Fortes (Cirurgião oncológico e Coordenador do Serviço), Carlos Augusto Hummes (Oncologista Clínico), Kalysta Resende Borges (Hematologista), Rui de Mendonça Alho (Ginecologista e Mastologista), Angeluce Santos (Ginecologista e Mastologista), José Luiz Amorim de Carvalho (Oncologista Clínico), Fernando Chalu Pacheco (Oncologista Clínico), Gicely de Nazaré Lima Pereira (Oncologista Clínico), José Augusto Palheta Fernandes (Oncologista Clínico), Alayde Vieira Wanderley (Oncopediatra) e Laudreisa da Costa Pantoja (Oncopediatra).


Ação Rosa no Bairro do Mapiri
De 2010 a 2012, dentro do Registro Hospitalar de Câncer (RHC) dos pacientes assistidos pelo HRBA, os tipos de câncer de maior incidência estão os de colo uterino, mama, próstata, leucemia, pele e estômago. Com abrangência em 20 municípios que integram o Oeste Paraense,o maior número de pacientes são dos municípios de Monte Alegre, Itaituba, Oriximiná, Óbidos, Prainha, Alenquer, Rurópolis, Belterra, Novo Progresso, Almeirim, Placas, Curuá, Aveiro, Juruti, Terra Santa, Trairão além de outras cidades de outras regiões do Pará, ou até mesmo, de fora do estado como Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia). 


Em 2013 o RHC registrou 12.424 consultas oncológicas, 4.797 sessões de quimioterapia e 24.039 sessões de radioterapia. Também foram realizadas 805 cirurgias oncológicas e 383 Internações. Em 2014, os dados do RHC apontam que em janeiro foram atendidos em consultas 2.493 pacientes (1.259 em janeiro e 1.234 em fevereiro) também foram realizadas 1.079 sessões de quimioterapia, (475 em janeiro e 604 em fevereiro), 32 sessões de braquiterapia, 122 cirurgias oncológicas e 64 internações.


atendimento domiciliar na área da oncologia
O Coordenador do Serviço de Oncológia do HRBA, Dr Marcos Fortes, recordou como era o HRBA antes de seu pleno funcionamento, período em que a população do Oeste Paraense não tinha atendimento de média e alta complexidade em um hospital 100% público. “Quando eu estive aqui há seis anos eu não consegui entender como um hospital tão bonito, tão grande, não tinha o funcionamento adequado, os pacientes eram transferidos para Belém ou para Manaus e com o trabalho, que foi gigantesco, graças a Deus, nós conseguimos abrir e ampliar o Serviço de Oncologia, que hoje é uma referência”, recordou o cirurgião oncológico que via os pacientes serem encaminhados para outros centros, e muitos abandonavam tratamento por falta de recursos financeiros necessários.


Ação na Comunidade de Boa Esperança
Hoje, com o HRBA em pleno funcionamento, a população dispõe de atendimentos fundamentais na luta contra o câncer. “Hoje nós temos quimioterapia, radioterapia, braquiterapia, cirurgia oncológica, vários especialistas que trabalham com cancerologia, seja no âmbito de cirurgia de outras especialidades ou no suporte de clínica médica, endocrinologia, nutrição, psicologia, fisioterapia e outros serviços,tudo voltado para os pacientes oncológicos e o crescimento foi fabuloso. A criança nasceu, passou da adolescência e está chegando a um grau de maturidade, produzindo trabalhos de grande impacto para a sociedade”, disse Marcos Fortes ao correlacionar os serviços prestados a população com os trabalhos científicos produzidos pela equipe médica do HRBA.



Palestras preventivas sobre o câncer
Entre os serviços disponibilizados na área da oncologia está a oncohematologia, especialidade que trata os cânceres sanguíneos e de medula óssea como Leucemias, Linfomas, Mielomas, Síndromes Mieloproliferativas, Linfoproliferativas, entre outras. A médica oncohematologista, Kalysta Resende, explicou que “de acordo com o perfil epidemiológico da doença oncológica no Oeste do Pará, as neoplasias hematológicas estão entre as dez principais causas de internação oncológica, ocupando as Leucemias a quarta posição entre os adultos e a primeira posição entre as crianças (as leucemias e os linfomas representam cerca de 75% dos cânceres na infância)”, declarou a médica após informar que Santarém apresenta percentuais significativamente bem mais elevados que os percentuais nacionais e estaduais.


Parceria com acadêmicos de Medicina da UEPA
O médico oncologista clínico, Carlos Augusto Hummes, relacionou a crescente demanda de pacientes oncológicos no HRBA com a vinda de pacientes de Santarém que estavam em tratamento de outros centros e ainda falou dos avanços da oncologia em Santarém. “Pude constatar o aumento progressivo da demanda de pacientes em tratamento, praticamente triplicando o número de procedimentos (quimioterapias). Houve também o fenômeno da migração de doentes que se tratavam em outros centros como Manaus e Belém para a nossa cidade, o que é um sinal claro de confiança no trabalho e competência da equipe que trata o câncer no HRBA. No plano do ensino, o hospital cresceu exponencialmente, com a parceria da residência médica da UEPA, já contando com residentes de cirurgia geral e cancerologia clínica auxiliando e se especializando no tratamento de neoplasias malignas, o que inseriu com mais força o Hospital no âmbito científico, produzindo vários artigos e trabalhos publicados em revistas, congressos nacionais e internacionais de oncologia”, declarou Hummes.


Participação em eventos nacionais e internacionais
Entre os muitos trabalhos apresentados em congressos podemos citar se: “Dermatomiosite em Câncer de Mama”, de autoria dos médicos Carlos Hummes, kalysta Borges e Zilene Medeiros apresentado em outubro de 2013 no XIII Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC),“Carcinoma de Mama Esquerda associada a Tumor Filóide de Mama Direita”, autores: Carlos Hummes, Angeluce Santos, Marcos Fortes, Kalysta Borges, Moacir Borelli, Zilene Medeiros, Jéssica Toledo, Márcia Marília Oliveira, Fábio Dolzany, Euler Amaral e “Carcinoma Epidermóide de Pele Metastático com Compressão Medular”. Autores: Carlos Hummes, Kalysta Borges, Zilene Medeiros. Em novembro de 2013, o HRBA também reconhecimento internacional, expondo um de seus trabalhos científicos no Chile.


Ação de Humanização com pacientes em tratamento
Outro avanço significativo para o tratamento oncológico infantil em Santarém é a parceria entre o HRBA, Secretaria Municipal de Saúde e o Instituto Ronald McDonald, que desde julho iniciou o Programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantil, programa que consiste em capacitar profissionais de saúde para detecção da doença ainda na fase inicial. “Em se tratando de criança todos os sintomas devem ser levados em consideração, uma pele amarelada, um cansaço, a falta de apetite podem ser sinais que a saúde da criança não vai bem e de repente a mãe pode até não querer acreditar mais o seu filho pode ter uma leucemia, que é um câncer no sangue e precisa de tratamento. Quanto antes o câncer for diagnosticado maior serão as chances de cura”, explicou a médica oncopediatra Alayde Viera.


Além de ser uma referência no tratamento oncológico para a nossa região, o HRBA também se tornou um centro de formação de profissionais em saúde. "Em parceria com a UEPA, já dispomos da residência médica em Oncologia Clínica que será expandida em 2014. Também temos plenas condições de implantarmos a residência médica em Cirurgia Oncológica em 2014. A qualidade dos serviços e o comprometimento de nossos profissionais faz a diferença e por isso conquistamos o reconhecimento de Hospital de Ensino e Pesquisa junto aos Ministérios da Educação e Saúde. O Serviço de Oncologia do HRBA cresce de forma exponencial, e a maior beneficiada é a nossa população”, finalizou o Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Santarém forma primeira turma de residência médica do Oeste do Pará

Formandos acompanhados dos Diretores do HRBA, Vice-Coordenador do COREME e Reitor da UEPA

Dois anos de estudos intensivos, atuação nos Hospitais Regional e Municipal, dedicação plena que terá recompensa por toda a vida profissional e pessoal dos jovens médicos Jéssica Lisette Toledo Echeverria, Mariana Cardoso da Silva, César Augusto Raizer Cossio e Débora Cristina Pereira da Silva, especialistas em Cirurgia Geral, como também da médica Mariana Neves Leite, especialista em Medicina da Família, todos pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). A solenidade de formatura da primeira turma de residentes no interior do Estado, em Santarém, região oeste do Pará, aconteceu na noite da quinta-feira, 13, no auditório da UEPA e contou com a presença do Reitor da Universidade, Dr Juarez Antônio Simões Quaresma, além de representantes das coordenações das Comissões de Residência Médica e demais autoridades presentes. 

A solenidade iniciou às 19h30min e foi marcada pelo discurso emocionado e emocionante da jovem médica chilena Jéssica Toledo, que falou sobre o significado dessa conquista. Jéssica fez questão de discursar em português, conteve a emoção por várias vezes e recordou momentos que também foram passados em um vídeo de despedida da residência e entrada em uma nova fase. “Me perguntaram a pouco qual a experiência mais linda que você leva? E, eu respondi que são tantas, foram tantos amigos, desde o pessoal da limpeza até os mestres professores, pacientes. Eu ganhei muito em amizades, amor. Aprendi muito da vida e o verdadeiro sentido em ser médica, ser uma cirurgiã. Eu acho que a Saúde em Santarém é muito mais do que as pessoas pensam e vale muito a pena fazer residência aqui”, declarou Jéssica. 


O vice-coordenador da Comissão de Residência Médica, Dr. Marcos Fraga Fortes, recordou que foram muitos os desafios para promover a interiorização do curso de medicina e também da Residência Médica. “Pra gente o significado é muito forte, porque embora tivéssemos muitos desafios, nós conseguimos fazer uma interiorização adequada de ensino possibilitando a essas pessoas partir para qualquer outro tipo de sub-especialização. E eles estão mais que capacitados para ocupar um lugar dentro da sua cidade em qualquer região”, enfatizou o médico que também é tutor da residência no HMS e HRBA.

O Reitor da UEPA, Dr. Juarez Quaresma, falou sobre os avanços acadêmicos na área da saúde. “A formação dessa primeira turma de residentes do Oeste do Pará  consolida todo um processo de implantação da área da saúde nesta região. Segunda-feira iniciará uma nova turma, com cinco novas residências e teremos o lançamento de mais um edital de residência médica com quatro novas especialidades para o Oeste do Pará e o nosso plano é avançar cada vez mais”, enfatizou o reitor que aproveitou sua vinda à Santarém para reunir com a classe acadêmica da área da Saúde e debater melhorias para o campus.

Em Santarém já existem em andamento as Residências Médicas em Cirurgia Geral (4 vagas), Medicina da Família (2 vagas) e Ortopedia e Traumatologia (2 vagas) e a partir deste ano passam a fazer parte do cronograma as Residência Médicas nas áreas de Pediatria (2 vagas), Clínica Médica (6 vagas), Cirurgia Videolaparoscópica (2 vagas),  Anestesiologia (2 vagas) e Cancerologia Clínica (2 vagas). 

O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi falou sobre a importância da Residência Médica para a região. “É realmente um momento histórico para o Oeste Paraense. O Governo do Estado do Pará adotou como estratégia importante para o desenvolvimento da saúde a descentralização da formação de profissionais médicos. Além do curso de medicina, hoje já contamos com a residência médica em diversas especialidades. A Pró-Saúde e o HRBA estão honrados em fazer parte dessa história. Temos profissionais médicos excelentes e comprometidos que atuam como coordenadores e preceptores das residências. Isso foi fundamental para que esse sonho se tornasse realidade. Temos a certeza de que os especialistas formados aqui terão um papel importante para a mudança no cenário desafiador da saúde em nossa região”, conclui Hebert.



quinta-feira, 13 de março de 2014

HRBA realiza ação no Complexo do Mercadão 2000 alusiva ao Dia Mundial do Rim




Durante toda esta quinta-feira, 13, a equipe multiprofissional do Hospital Regional do Baixo Amazonas, administrado pela parceria entre Governo do Estado e Pró-Saúde, por meio da Life Care, esteve na área do Complexo Alimentício do Mercadão 2000, um dos Mercados de maior movimentação de Santarém, Região Oeste do Pará, realizando a Campanha de Prevenção às Doenças Renais alusiva ao Dia Mundial do Rim, 13 de março, e tem como tema: “1 em 10. O Rim envelhece, assim como nós”. Desde às 8h da manhã, até às 16h, foram disponibilizados à população teste de glicemia capilar, aferição de pressão arterial, medição do Índice de Massa Corpórea (IMC), orientações nutricionais, médicas e de enfermagem sobre obesidade, diabetes e hipertensão, doenças que podem ser relacionadas às doenças renais, além de panfletagem.

O Coordenador do Serviço de Hemodiálise do HRBA, Dr. Emanuel Espósito, falou sobre a importância da prevenção como melhor arma contra o adoecimento dos rins.  Segundo o especialista, existem testes rápidos que podem identificar facilmente pessoas propensas às doenças renais. “Nós passamos o ano inteiro acompanhando os pacientes que estão enfrentando as doenças renais e mais de 60% dos pacientes que fazem hemodiálise tem como causa a hipertensão e a diabetes, então identificar pacientes com alterações na glicemia e na pressão arterial já é uma medida de prevenção das doenças renais crônicas”, complementou.

O especialista orientou a população sobre mudanças de hábitos que podem trazer benefícios para a saúde, além de prevenir as doenças renais que geralmente surgem silenciosamente. “A doença renal ela precisa ser lembrada, a população pode pedir para o seu médico solicitar o exame da creatinina que é um exame rápido e barato, as pessoas precisam perder o hábito de tomar medicação sem prescrição médica, é importante praticar atividades físicas e manter uma boa alimentação além de ingerir água, então são medidas simples”, falou o médico que lamentou o aumento dos casos de pacientes renais crônicos na região.

Para o administrador do Complexo do Mercadão 2000, que possui cerca de 950 permissionários, além dos produtores rurais cadastrados na Associação dos Produtores Rurais de Santarém (Aprusan) e atravessadores que atuam diretamente na feira, a ação veio de encontro aos anseios da população. “Aqui os permissionários e os feirantes não tem assim um tempo de sair e ir procurar um médico num Posto de Saúde, ou em um Hospital como está sendo ofertado aqui. Pra gente, isso é muito válido porque beneficia também as pessoas que vêm realizar as suas compras. Eu também vou aproveitar e fazer os exames”, falou sorrindo  o administrador Claudio Pimentel.

Atualmente, 142 pacientes são atendidos pelo Centro de Terapia Renal Substitutiva (CTRS), popularmente conhecido como Hemodiálise, tratamento que não promove a cura e sim ameniza o mal estar provocado pelo adoecimento dos rins. “Hoje é o Dia Mundial do Rim. Recentemente, nós tivemos o nosso Serviço de Hemodiálise ampliado, e mesmo assim já estamos com todas as vagas completas. Então, além de investirmos no tratamento, é necessário destinarmos esforços para a prevenção, que é sempre o melhor caminho. Por isso, nós estamos aqui trazendo informações para a população no Complexo do Mercadão para as pessoas que estão trabalhando e também para aqueles que estão realizando suas compras”, declarou o Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi.

Além da ação externa, no período de 18 a 21 de março, acontece no acesso principal do HRBA a campanha interna. Podem participar da campanha usuários, colaboradores, acompanhantes, além de familiares de pacientes renais em tratamento dialítico no HRBA, uma vez que segundo especialistas o fator genético também deve ser levado em consideração. No dia 27, a Campanha atenderá o Grupo de Obesos e Hipertensos do HRBA.