quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Pacientes oncológicas ganham perucas em ação do Hospital Regional de Santarém


Sete perucas ganharam novas donas e passaram a fazer parte da rotina de mulheres que realizam tratamento de câncer no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), localizado em Santarém, no oeste do Pará. Em clima de Carnaval, o grupo de apoio a mulheres com câncer ‘Amigos do Peito’ realizou a doação nesta quinta-feira, 04/02. A iniciativa conjunta com o setor de Oncologia do Hospital Regional serviu para renovar a autoestima das pacientes e reforçar a importância de se oferecer um tratamento cada vez mais humanizado e eficiente.
O Hospital Regional do Baixo Amazonas tem, atualmente, 1.060 pacientes em tratamento de câncer. Inclusive com pessoas de outros estados, já que o hospital é um polo de referência na atenção à doença. “Apesar de termos uma excelente estrutura física, de equipamentos, de profissionais médicos e multiprofissionais, acredito que o fator principal que diferencia o serviço do HRBA é o fator humano e, por isso, sempre fazemos questão de acolher o nosso usuário e de participar ativamente do processo assistencial”, explica o diretor geral da instituição, Hebert Moreschi.
Francilene da Costa, de 48 anos, foi uma das pacientes que recebeu peruca. Ela está em tratamento contra um câncer de mama há seis meses. “Eu me senti muito bem em receber essa peruca. Com certeza a minha autoestima melhorou muito mais. Graças a Deus não tenho me abatido com a situação pela qual eu passo”, revelou.
Durante a ação, o coordenador da Oncologia da unidade, cirurgião Marcos Fortes falou da importância de se proporcionar momentos como esse aos pacientes. “Quando você se olha no espelho precisa se agradar daquilo que está vendo. E uma ação como essa demonstra que a oncologia do hospital não está pensando somente no tratamento físico, mas também no tratamento espiritual, psicológico, da autoestima, deixando essas pessoas de uma maneira que possam responder ao tratamento e às adversidades que enfrentarem”, comenta.
Paciente oncológico, Jurandir Viana também integra o grupo de pagode Oitava Cor, que animou o evento realizado neste Dia Mundial de Combate ao Câncer, ao ritmo de marchinhas de Carnaval. O músico enfrenta um câncer de próstata e encorajou os outros pacientes a seguirem adiante com os tratamentos, sem desanimar. “O importante é não perder a esperança nem a alegria. A música me ajuda bastante durante o tratamento”.
AMIGOS DO PEITO
A integrante do grupo Amigos do Peito, jornalista Leíria Rodrigues, mostra como o apoio a essas mulheres é fundamental para o sucesso do tratamento. “Uma peruca, um lenço, um batom mostram não só que está mulher se cuida, mas que ela está bem, se sentindo forte, animada”.  O grupo surgiu a partir de 2012, quando Leíria descobriu que estava com câncer de mama e recebeu o apoio de amigos e familiares para enfrentar o tratamento. Hoje ela faz o mesmo com outras pessoas.
As perucas foram confeccionadas a partir de doação de cabelos de várias pessoas, inclusive de outros estados. Para quem recebeu, este foi um ato de muito amor. “Quanto mais ativas, alegres e participantes do processo estiverem, melhor será o resultado do tratamento. Estamos muito felizes em poder proporcionar isso, uma assistência de qualidade, segura e principalmente humana para os nossos pacientes”, finaliza Moreschi.
CÂNCER
Os tipos mais comuns de câncer entre as mulheres em tratamento no hospital são: colo de útero (35%), mama (26%) e pele (14%). Em homens, os mais comuns são: próstata (28%), pele (25%) e estômago (15%). Em 2015, 220 pessoas iniciaram o tratamento no Hospital Regional, sendo que 21% destes, são de câncer de mama e 13% de colo de útero.
O serviço de quimioterapia do Hospital Regional do Baixo Amazonas realizou, em 2009, 2.730 sessões. Em 2015, o total de sessões foi de quase 7.900 (volume 188,6% maior). Em 2011, um ano após a inauguração do setor de Radioterapia, quase 12 mil sessões de radioterapia foram realizadas. Em quatro anos, esse número aumentou em mais de 15 mil, o que representa um crescimento de 127%. Em 2015, 27.125 sessões foram realizadas. No ano passado foram realizadas mais de 12.400 consultas oncológicas.
O HRBA é uma unidade hospitalar pública e gratuita pertencente ao Governo do Pará e administrada pela Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrasto de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).




Discovery Channel grava casos raros tratados no Hospital Regional do Baixo Amazonas


Quatro casos de doenças raras e complexas acompanhadas pela equipe médica do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) chamaram a atenção da equipe de televisão da série Meu Corpo, Meu Desafio, do canal Discovery Internacional. Em janeiro deste ano, a equipe esteve em Santarém (PA), cidade onde fica o hospital, para as gravações. Foram vários dias de filmagens, entre o bloco cirúrgico, consultórios, e ainda pela região do oeste do Pará, para contar as histórias dos pacientes. A previsão é de que a reportagem vá ao ar em julho desde ano.
Conhecido, internacionalmente, por contar realidades anormais de indivíduos com doenças extraordinárias, a equipe do programa de TV Meu corpo, Meu Desafio veio até a Amazônia para mostrar um pouco da vida de Márcia Lobato Costa, de 37 anos, moradora do município de Belterra, há 100 km de Santarém, do pequeno L. S., de 5 anos, residente de Santarém, e dos irmãos: M. B. e J. B., de 7 e 15 anos respectivamente, moradores da comunidade de Alenquer, distante cerca de 50 km de Santarém.
Todos diagnosticados com anomalias raras, os personagens fazem seus tratamentos no HRBA, há aproximadamente dois anos. Segundo o médico cirurgião plástico, Euler Amaral, a interiorização da medicina no Estado do Pará vem proporcionando a pacientes, como esses, uma mudança de vida e esperança de dias melhores que não era possível há alguns anos, em um interior no meio da Amazônia. “Aqui no hospital o tratamento proporcionado a esses pacientes é compatível aos que são realizados nos grandes centros médicos do mundo, com isso é louvável o investimento em hospitais como o nosso em uma região como Santarém, que é uma cidade polo no estado do Pará, no ponto de vista estratégico para desafogar os grandes centros e, ainda, oportunizar saúde e qualidade de vida para moradores de regiões mais afastadas”, diz.   
Ainda seguindo Euler, os casos citados na reportagem são raríssimos. O da paciente Márcia, por exemplo, ocorre um cada em quatro milhões de habitantes, ou seja, em uma região como a do Baixo Amazonas que possui, em média, um milhão de habitantes, a Márcia deve ser a única com a doença. Com o diagnóstico de Cutis vértices girata, a paciente já recebe tratamento no hospital, desde 2014. Atualmente, ela já realizou duas cirurgias para a colocação de expansor de pele, e o tratamento ainda deve durar por mais uns 4 a 5 anos, com a realização de outras cirurgias.
No caso dos irmãos da família Bentes, ambos diagnosticados com dermatofibrose, o tratamento no HRBA teve início no ano de 2015, com a realização de cirurgias para retirada de alguns tumores. Durante a gravação do programa, a equipe pode acompanhar a chegada dos irmãos ao hospital, desde a internação, registrando as cirurgias, o pós-cirúrgico, e até a alta dos pacientes, que fizeram a retirada de mais alguns tumores na face. A equipe também entrevistou médicos e psicólogos que acompanham os tratamentos.
Outra história que despertou o interesse da equipe, foi a do pequeno L. S. (5), diagnosticado com anomalia de crânio e bucomaxilofacial, em que parte do cérebro foi formado na região frontal da cabeça. Em 2014, o pequeno paciente passou por uma cirurgia delicada e complexa no HRBA, na qual foi realocado o cérebro no crânio, e afixada uma placa de titânio na parte frontal, para evitar novos problemas de deslocamento. A equipe do programa teve a chance de acompanhar o paciente, quase dois anos depois de sua cirurgia, em uma consulta do pequeno L. S. com o Neurocirurgião do HRBA, Érik Jennings.
À frente da produção e direção do programa Meu Corpo Meu Desafio, Matthew Lynch mostrou-se surpreso com o que viu. “Nunca imaginei que pudesse existir um hospital com tanta qualidade em uma região tão remota”, disse o diretor surpreso com a receptividade e a excelência ofertada aos usuários do HRBA, além de ressaltar 'a excelência da equipe médica e do atendimento que o hospital oferece, preocupando-se com a responsabilidade social, ecológica e educacional”, relata o diretor.
Ainda segundo Lynch, a finalidade do programa é justamente mostrar casos extraordinários e que possam servir, não só de exemplo e motivação para muitos, como também ajudar alguém em algum lugar do mundo. “Uma vez mostramos um caso raro de uma menina, da América do Sul, portadora da doença severo de narcolepsia, que a deixava dias dormindo direto, e um médico na França assistindo ao programa entrou em contato conosco e disse que ele sabia como tratar aquele caso, e hoje, a menina está recebendo um tratamento direto da França”. comemora o diretor.
GESTÃO
O Hospital Regional do Baixo Amazonas é referência em média e alta complexidades no sistema público do estado do Pará. Sua estrutura tem contribuído para que cirurgias raras possam ser feitas em benefício da comunidade. Segundo o secretário estadual de Saúde, Vitor Mateus, a visita da equipe da Discovery Internacional demonstra o resultado de um trabalho bem feito. “Quando a gente vê a manifestação de uma equipe que vem de fora, olhar esta realidade, e traduzir isto nos melhores elogios possíveis só nos dá a gratidão, principalmente por se tratar de vidas que estão sendo resgatadas, ver de volta o sorriso no rosto de uma criança, isso sim demonstra que estamos indo no caminho certo”, relata o secretário.
Administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), os avanços na unidade hospitalar são os mais expressivos para a região. Segundo o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi, uma das grandes dificuldades na saúde brasileira é a interiorização da medicina resolutiva e de alta complexidade. “Com a estratégia adotada no Pará, em concentrar nos hospitais regionais a absorção desses pacientes, que antes não eram assistidos, principalmente por estarem distantes e com difícil acesso aos grandes centros, a implantação do HRBA vem mudando a realidade da comunidade do Baixo Amazonas, principalmente na assistência médica em áreas fundamentais, como neurocirurgia, oncologia, nefrologia e cirurgia plástica”, comemora o diretor.

HRBA é referência na formação de profissionais de saúde


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), localizado em Santarém (PA), além de oferecer serviços médicos de alta e média complexidade, é, hoje, referência no ensino e pesquisa na Região Norte do país, recebendo tal habilitação dos Ministérios da Saúde e da Educação. Mais de 60 trabalhos científicos já foram produzidos e apresentados por profissionais e residentes em congressos, fóruns nacionais e internacionais.
Um dos objetivos de descentralizar a formação na área da saúde é poder atender ao paciente no seu local de origem, sem que ele precise se deslocar para outros centros. “Descentralizar a assistência, levando qualidade, segurança e resolutividade para os municípios onde o paciente está é a melhor forma de lidarmos com essa questão de saúde e, para isso, hoje nós temos um grande programa de formação de profissionais de saúde que é referência em toda a região Norte do Brasil”, destaca o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi.
Neste ano serão disponibilizadas, pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) 30 vagas em 13 especialidades para residência médica. Quatro programas vão ter turmas pela primeira vez: Cirurgia Geral Avançada, Infectologia, Medicina Intensiva e Obstetrícia e Ginecologia. Além dessas, o hospital já recebia residência em Anestesiologia, Cancerologia Cirúrgica, Cancerologia Clínica, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia e Pediatria.
A residência multiprofissional na Atenção Integral em Ortopedia e Traumatologia, desenvolvida no Hospital Regional de Santarém, vai oferecer 14 vagas, compreendendo os cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.
Moreschi destaca a importância da formação desses profissionais ocorrer na própria região em que estão inseridos, no oeste do Pará, já que é uma área extensa onde a carência é grande.  “Nós sabemos que a interiorização de profissionais de saúde, principalmente na Região Norte, é um grande desafio. Dos 20 municípios que nós atendemos enquanto Hospital Regional, poucos são aqueles que têm uma equipe de saúde estruturada, com médicos e profissionais especializados”.
ESTÁGIO CURRICULAR
Ao longo do ano passado 1.724 estudantes cumpriram estágio curricular no hospital. Para 2016, mais 252 vagas de estágios serão disponibilizadas para 13 diferentes cursos. Cinco instituições de ensino superior de Santarém vão ter alunos estagiando no HRBA.
Além de contar com estudantes da área da saúde, o hospital oferece oportunidades para acadêmicos de Administração, Agronomia, Gestão Ambiental, Jornalismo e Pedagogia. Vários projetos são desenvolvidos nessas áreas, dentre eles, o de ‘Compostagem e Horta Orgânica’, ‘Ensino, Cultura e Saúde’ e a ‘Rádio HRBA’.
As integrações acadêmicas começarão na primeira semana de fevereiro e irão contar com alunos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); Universidade do Estado do Pará (Uepa); Universidade Luterana do Brasil (Ulbra); Instituto Esperança de Ensino Superior (Iespes); e Faculdades Integradas do Tapajós (FIT).
Para a coordenadora de Ensino e Pesquisa do HRBA, Claudiléia Galvão, “essa é uma forma de fortalecer a parceria entre as instituições e garantir a qualidade do ensino”. Durante a integração acadêmica, os estudantes recebem formação voltada para a prevenção de infecção hospitalar; segurança no processo assistencial; cuidados com o uso de Equipamentos de Proteção Individual; como fazer uma evolução adequada e correta nos prontuários; e normas gerais do hospital. 

Dia Mundial do Enfermo

De coração aberto e em comunhão com nossos irmãos, convido a todos para refletir a mensagem do Papa Francisco neste Dia Mundial do Enfermo: “É evidente que o estar gravemente doente é algo que testa a própria fé. Por outro lado, a fé desenvolve todo o seu potencial benéfico quando se confronta com uma situação de precariedade, porque oferece ao enfermo a chave de leitura da doença como caminho possível para alcançar uma amizade mais estreita com Jesus”.
Quem tem como missão o cuidado com os enfermos, precisa estar atento. É necessário seguir as palavras do Bom Pastor, que nos deixou como legado, por meio de seus atos e ensinamentos, a importância do amor e da caridade em benefício dos que mais precisam. Em nossos hospitais, UPAs, postos de saúde e centros de referência, a compaixão deve ser o bálsamo que cura as enfermidades do corpo e da alma de nossos pacientes.
Dirijo-me com especial carinho a todos que assistem aos doentes, entre médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, atendentes, cuidadores e todos os trabalhadores. Somente o acolhimento e a solidariedade podem trazer o justo conforto. “Fazei o que Ele vos disser (Jo 2, 5)”. “Na solicitude de Maria espelha a ternura de Deus e a imensa bondade de Jesus Misericordioso. Convido a rezar pelos doentes e a fazê-los sentir o nosso amor. A mesma ternura de Maria esteja presente na vida de tantas pessoas que se encontram ao lado dos doentes sabendo colher as suas necessidades, mesmo aqueles mais imperceptíveis, porque vistos com olhos cheios de amor”.
Assim como o Papa Francisco, invoco a proteção materna de Maria, Sede da Sabedoria, que interceda como nossa Mãe por todos os doentes e profissionais que cuidam deles. Que Maria, na memória da Senhora de Lourdes, esteja ao lado de todos, ela que é invocada como “saúde dos enfermos” e “consoladora dos aflitos”; ela que esteve aos pés da cruz estará sempre ao lado de cada pessoa que sofre.
Que Nosso Senhor continue ouvindo nossas preces e iluminando nosso caminho nos desafios de trabalhar para a melhora da saúde no Brasil.
            Deus os abençoe!
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG) e presidente da Pró-Saúde


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Hospital Regional de Santarém realiza cirurgia de alta complexidade para retirada de tumor cerebral


A equipe de neurocirurgia do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), realizou, neste mês de janeiro, um procedimento de alta complexidade em uma criança de cinco anos. Marcos Apolo da Silva passou pela quarta cirurgia para retirada de tumor cerebral. A cirurgia durou mais de cinco horas e foi conduzida pelo neurocirurgião Érik Jennings. A família é de Juruti, no oeste paraense.
Segundo o médico, o procedimento realizado em Marcos Apolo era de alto risco, já que “é um tumor grande, além de ser em um local complexo, sendo a quarta cirurgia a que essa criança é submetida. O tumor cresce, a gente retira, faz radioterapia, mas ele não responde bem à radioterapia nem à quimioterapia”, explica o neurocirurgião Érik Jennings.
A mãe de Marcos Apolo, Gelziele Silva, tem acompanhado, sem desanimar, toda a jornada do filho. “O Apolo tem nos surpreendido, tem surpreendido a medicina. Graças a Deus a cirurgia foi muito boa. Ele já saiu do coma e está retomando alguns movimentos. Os batimentos cardíacos estavam muito baixos, a pressão cardíaca também. Mas ele tem reagido bem e eu acredito que ele vai sair dessa”, conta Gelziele.

DIAGNÓSTICO
Desde muito cedo a criança sentia dores na cabeça. Após várias consultas particulares, em 2014, Marcos Apolo foi diagnosticado com um tumor. Imediatamente ele foi internado no Hospital Municipal de Santarém. Dois dias depois, foi transferido para o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) para dar início ao tratamento. No mês de junho, foi marcado o primeiro processo cirúrgico, mas não foi possível retirar todo o tumor do cérebro. No final de julho do mesmo ano, Marcos passou pela segunda cirurgia. O caso do menino sempre foi considerado de alto risco pela equipe médica. Após a operação, ele entrou em coma, sendo que posteriormente o quadro de saúde evoluiu bem.
Nos meses seguintes, Marcos Apolo foi submetido a sessões de radioterapia e quimioterapia. A terceira cirurgia aconteceu em agosto de 2015. Depois do procedimento, a família julgava que o problema havia sido superado, mas no final do mesmo ano, apareceu um tumor de tronco cerebral e medula cervical alta. Por isso, uma nova cirurgia foi realizada neste mês de janeiro.
A criança recupera-se na Unidade de Terapia Intensiva do HRBA. Como continuação do tratamento, ela terá que passar por reabilitação e por novas sessões de radioterapia fracionada para o local específico.

ALTA COMPLEXIDADE
O Hospital Regional do Baixo Amazonas é referência em média e alta complexidades. Sua estrutura tem contribuído para que cirurgias raras possam ser feitas em benefício da comunidade.
O neurocirurgião Érik Jennings destaca a estrutura como diferencial na realização de procedimentos como esse, de alta complexidade. “Se não for um hospital muito bem equipado e com uma excelente UTI Pediátrica, como a que nós temos aqui, esses casos não seriam viáveis. No Norte do Brasil, poucos hospitais têm, na área de neurocirurgia, os recursos que temos aqui”, elogia Jennings.
O Hospital Regional do Baixo Amazonas é uma unidade pública e gratuita pertencente ao Governo do Pará e administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa).


HRBA realiza cirurgia de alta complexidade que corrige anomalia no trato urinário


Aos quatro anos, Arthur Neves já enfrenta um sério problema de saúde. Ele foi diagnosticado com hidronefrose, um aumento do tamanho do rim. Essa semana, na região do Baixo Amazonas, em Santarém no Pará, um passo importante foi dado para sua cura. Arthur foi submetido a uma cirurgia de alta complexidade para correção da anomalia no trato urinário no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). Arthur conseguiu tratamento em um hospital público, e no interior, às margens do rio Amazonas.
Segundo a família, desde seu primeiro ano de vida, Arthur apresentava um quadro de dor. Mas, por não imaginar o tamanho do problema, e pela cultura, a dor sempre era atribuída a algum tipo de alimentação que o menino consumia. Apenas com três anos, quando a criança aprendeu a falar, o problema ficou mais aparente. Ele conseguia dizer onde doía. Então, veio a desconfiança dos pais: é um problema nos rins. Observando Arthur, os pais perceberam a presença de sangue na urina. “Ele começou a falar e sempre dizia que tinha dor no mesmo lugar: nas costas. Vimos que era na altura dos rins. Então começamos a desconfiar. Um determinado dia percebemos sangue na urina. Fizemos os exames e não deu infecção”, conta a mãe da criança, a enfermeira Vanja Kzan Neves.
Na busca por saber o que estava acontecendo, novos exames foram feitos. Em dezembro de 2014, Arthur passou por uma ultrassonografia no HRBA e foi detectada uma hidronefrose leve. Em junho de 2015, a hidronefrose estava em estágio moderado. Seis meses depois, voltou a aumentar. Então, o médico que acompanhava o caso, decidiu realizar a cirurgia para evitar que a criança tivesse uma lesão no futuro. O procedimento foi realizado no dia 12/01 e durou cerca duas horas e meia.
De acordo com o cirurgião pediátrico, médico Carlos Sinimbu, a cirurgia foi tranquila e o resultado positivo. “Ocorreu tudo dentro do esperado, porque tem uma equipe qualificada, aliada a uma estrutura boa. Agora ele está em recuperação na enfermaria, e vai ficar em casa duas semanas para depois tirar os pontos e o dreno”, explicou.
A recuperação de Arthur já começa a ser comemorada pela mãe. Ela, emocionada, revela: “todo dia ele está evoluindo, apresentando quadros de melhora. Estamos muito felizes com o resultado e pela forma como fomos acolhidos pela equipe do hospital”, declarou a mãe Vanja Neves.
Para o cirurgião Carlos Sinimbu é gratificante poder ofertar no interior um tipo de cirurgia que é comum apenas em grandes centros. Ele comentou que “o Hospital Regional, inserido neste contexto do oeste do Pará, é muito útil porque consegue oferecer, como se estivéssemos num grande centro, todo o suporte e estrutura para casos como esses, que não são simples”.

HIDRONEFROSE
A hidronefrose é o aumento do tamanho do rim. É causada pela obstrução do ureter, que bloqueia o fluxo da urina pelas vias e faz com que o rim se dilate, podendo ocorrer danificações graves no tecido. Ao ficar cheio de urina, o rim não consegue desempenhar a sua função. No caso da criança, foi feita uma pieloplastia para corrigir a estenose de JUP, que é o estreitamento do ureter.


HRBA realiza quase meio milhão de atendimentos em 2015


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), realizou o total de 497.341 atendimentos em 2015. O hospital oferece serviços de média e alta complexidade para a população de mais de 20 municípios do oeste do Pará, estimada em 1,1 milhão de habitantes. Somente no ano passado, mais de 4.300 cirurgias foram realizadas.
Para o diretor geral da unidade, Hebert Moreschi, o comparativo de 2015 com anos anteriores é extremamente positivo, uma vez que foi possível atender em todas áreas acima do que estava previsto. “Levamos à população uma assistência de qualidade e resolutiva, ampliando os serviços de alta complexidade”, destaca o diretor.
O HRBA fez mais atendimentos à população em 2015. Na área de exames, foram 26.751 a mais quando comparado ao ano de 2014. No total, foram feitos 368.249 exames no ano passado. Em 2014 esse número foi de 341.498. Também foram feitas 1.906 consultas ambulatoriais a mais em 2015, sendo um total de 61.992 para 60.086 em 2014. Os atendimentos na urgência e emergência também cresceram, passando de 10.104 para 10.438, assim como a taxa de alta hospitalar, que ficou acima do esperado. Em 2015, quase cinco mil pacientes tiveram alta, sendo 4.919. Em 2014, foram 4.834.

ONCOLOGIA
No HRBA – hospital administrado pela Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (SESPA) - os avanços são mais expressivos no setor de oncologia. O serviço de quimioterapia foi inaugurado em 2008, realizando, no ano seguinte, 2.730 sessões. Em 2015, o total de sessões foi de quase 7.900 (volume 188,6% maior que em 2009). Comparado a 2014, o crescimento foi de 6% (quase 450 sessões a mais).
Com a interiorização da saúde, a oferta do serviço de oncologia no oeste do Pará divide com Belém a responsabilidade de dar suporte ao paciente. “O Hospital Regional, com sua equipe médica e multidisciplinar, tem se esforçado para absorver cada vez mais pacientes”, ressalta o diretor Hebert Moreschi.
Em 2010, o Parque Radioterápico do HRBA (conjunto de equipamentos e serviços médico-hospitalares exclusivos para terapia do câncer) começou a funcionar. No ano seguinte, quase 12 mil sessões de radioterapia foram realizadas. Em quatro anos, esse número aumentou em mais de 15 mil, o que representa um crescimento de 127%. Em 2015, 27.125 sessões foram realizadas, cerca de mil a mais do que no ano anterior.
As consultas oncológicas também superaram a meta de 4.904, estipulada para o ano. Mais de 12.400 foram realizadas, mantendo a média de 2014. Em comparação a 2011, o aumento foi de 136% (7.146 consultas a mais).

SATISFAÇÃO
A taxa de satisfação dos pacientes ficou em 86,5%, em 2015. Um aumento de quase 3% em relação a 2014. Dentro dos que avaliam positivamente o hospital, está Luiz de Sousa, de 69 anos. Tanto é que ele já escreveu diversos poemas para elogiar o tratamento que tem recebido da equipe hospitalar. Sousa trata de um câncer de próstata desde o segundo semestre de 2015. “Isso nos toca o coração e nos motiva ainda mais em acreditar e lutar pela vida”, compartilha o paciente. Quase mil pacientes realizam tratamento contra o câncer no HRBA.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Campanha do HRBA promove a coleta de quase 90 bolsas de sangue


Cerca de 100 pessoas participaram da campanha Eu Compartilho Vida promovida pelo Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). Foram coletadas 89 bolsas de sangue durante dois dias. Voltado aos colaboradores, pacientes e acompanhantes, a ação buscou incentivar novas doações.


Realizada nos dias 13 e 14 de janeiro, na recepção das Unidades de Terapia Intensivas (UTI’s) do HRBA, a campanha que acontece desde 2012, contou com 97 candidatos no posto de doação, mas oito foram considerados inaptos. “Sem doação, não existe sangue disponível, nem cirurgias. Todos nós podemos vir a ser um usuário e necessitar da realização de uma cirurgia. Portanto, doação é um ato de amor, de carinho e que salva vidas”, lembrou o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi.


Durante a campanha, a enfermeira Lene Cavalcante doou sangue pela primeira vez por incentivo de uma colega de trabalho. “Tem tantas pessoas que precisam, e esse sangue não salva só uma pessoa, pode salvar várias”, revelou Lene. Agora, ela pretende doar com mais frequência.


Gestos simples como o de Lene podem fazer muita diferença na vida de outras pessoas. É o caso de José Estevan da Silva, que realiza tratamento oncológico no HRBA desde o ano passado, e sempre precisa de bolsas de sangue. “Quem puder doar, doe. Há muitos pacientes que nem eu precisando dessas doações”, comentou.


CIRURGIAS
Por mês, o HRBA tem uma média de 360 cirurgias, o que exige um grande número de bolsas de sangue. Mas, em alguns períodos do ano, o número de doações cai, comprometendo o estoque da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa).  Como entidade que mais consome bolsas de sangue no oeste do estado, o hospital apoia a coleta de sangue.


CRITÉRIOS PARA DOAR SANGUE
Para doar sangue, basta estar: bem de saúde; alimentado; pesar 50 kg ou mais; ter entre 16 (com autorização dos pais ou responsáveis) e 69 anos; não ter tido hepatite após dez anos de idade; não ter doença de Chagas ou contato com o inseto transmissor, o ‘barbeiro’; não ser portador de epilepsia; não ter feito tratamento dentário nas últimas 72 horas; e não ter diabetes. As mulheres devem estar fora do período gestacional e de amamentação. Homens podem realizar doações a cada 60 dias; mulheres, no intervalo de 90 dias.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

HRBA arrecada livros para uso de pacientes e acompanhantes


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), pretende implantar, neste mês, o projeto “Ensino, Cultura e Saúde”. Para isso, é necessário arrecadar, em grande quantidade, livros para todas as faixas etárias. O projeto consiste em fornecer literatura aos pacientes e acompanhantes, durante o tempo em que permanecerem no hospital, como forma de entretenimento e incentivo à cultura.
As doações são parte fundamental do projeto e podem ser feitas nos pontos de coleta localizados nos shoppings Paraíso e Rio Tapajós, e na recepção do Hospital Regional. Todos os tipos de livros são aceitos, exceto didáticos. Até o momento, mais de 300 volumes já foram doados. O hospital também recebe jogos infantis para o projeto 'ABC Brincando no HRBA', que atende crianças hospitalizadas ou que são ‘moradoras’ do hospital.
O HRBA - administrado pela Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública - atende pacientes com problemas médicos de média e alta complexidade, mas o conceito de gestão é amplo e garante assistência integral.
“É necessário que o paciente seja percebido em todos os seus aspectos: físico, psicológico e social; nesse contexto, esse projeto contribuirá para que o ambiente hospitalar seja mais receptivo e o paciente possa ter atividades que são do seu cotidiano. A leitura é um deles. Temos a certeza que trará muitos benefícios aos nossos pacientes”, afirma o Diretor Geral, Hebert Moreschi.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Para fechar o ano, setor de Hemodiálise realiza confraternização com pacientes do HRBA



 O paciente José de Mendonça, de 59 anos, submete-se a sessões de diálise três vezes por semana, há quatro anos, no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA). Ele é natural do Rio Grande do Norte, atualmente enfrenta essa rotina com tranquilidade, mas nem sempre foi assim.

 “No início foi bem difícil, mas eu vi que não adiantava esquentar a cabeça. Antigamente eu ficava muito estressado, mas agora está tudo bem. Todo mundo me trata muito bem aqui”, conta Mendonça. Para ele, a forma como a equipe do hospital sempre o tratou foi essencial para encarar a hemodiálise sem receios. “Eu já andei em outros hospitais pelo Brasil e aqui ganha em primeiro lugar, por isso quero que meu transplante ocorra aqui. Estou na fila de espera, mas não sei quando vai sair”.

Como forma de criar laços mais próximos com os pacientes, assim como aconteceu com José de Mendonça, a equipe da Hemodiálise realizou, ao longo da semana natalina, alguns eventos de confraternização com aqueles que realizam sessões no hospital.  “É um momento de confraternizar o que nós passamos o ano todo, de lembrar o verdadeiro significado do Natal. Hoje em dia se fala muito em presentes, mas o importante é estarmos unidos. Nós somos uma família que temos um bem comum: oferecer uma assistência de qualidade aos usuários”, diz a supervisora da Hemodiálise, enfermeira Sílvia Sonera.

A programação contou com apresentações musicais e uma mensagem especial proferida pelo pastor Rui Bentes. Além disso, foi servido um lanche aos pacientes. “Momentos como esse são motivo de muita alegria. Todos nós precisamos de tratamento médico, mas, acima de tudo, precisamos do tratamento da fé. É importante nos alegrarmos e entender que nós precisamos unir forças”, reflete Bentes.

 
 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Com árvore sustentável gigante, HRBA realiza programação de Natal


A ação ‘Natal do HRBA, um toque de amor em nossos corações’ foi especial e emocionante para dezenas de pacientes, familiares e colaboradores do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA). Foram momentos de reflexão sobre o nascimento de Jesus, celebrado em 25 de dezembro, e também, sobre a importância da conservação do planeta e dos recursos naturais.


A programação natalina contou com apresentações musicais do coral infantil São Francisco de Assis, do Maestro Tinho Fonseca e do fisioterapeuta Geovane Silva, interpretando músicas do cantor Roberto Carlos. Além disso, aconteceu uma reflexão sobre o verdadeiro significado do Natal, com mensagem do pastor Rui Bentes; a inauguração da árvore de Natal sustentável; e um dos momentos mais esperados pelas crianças, a entrada do Papai Noel ao lado da Mamãe Noel.


O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, ressalta a importância do Natal Sustentável, que já se tornou tradição no hospital. “A simbologia que representa a árvore que foi realizada com material reciclável é muito significativa. Além do aspecto voltado ao meio ambiente, também tem a questão da transformação. Você transformar algo que seria perdido em algo novo, que ilumina, que representa a renovação. Serve para mostrar a importância da reciclagem, do reaproveitamento do material, e também para reavaliarmos a nossa postura e a nossa conduta”.


A árvore - de 8 metros de altura e 16 metros de diâmetro - foi construída com mais de 10 mil CDs usados que, em vez de serem descartados, foram reaproveitados pelo Comitê de Sustentabilidade do HRBA. Desde outubro, caixas coletoras ficaram à disposição de quem quisesse entregar o material para ser usado na confecção da árvore. Emissoras de rádio de Santarém também doaram CDs que não tinham mais utilização.


“Esse é o quarto ano que construímos a árvore de Natal Sustentável. Durante três anos foram utilizadas garrafas PET e, neste ano nós inovamos e fizemos com CDs. Os colaboradores trabalharam na confecção da árvore e também ajudaram com a doação de materiais”, diz a presidente do Comitê e Diretora de Enfermagem, Daniella Mengon.


O projeto de construção da árvore surgiu em 2012. “É um projeto focado na sustentabilidade, mas que envolve a comunidade e chama a atenção para o reaproveitamento de materiais”, conta a idealizadora da árvore de Natal Sustentável, a enfermeira Paloma Aguiar.


“Essa árvore, além de ser um símbolo de Natal, também é uma forma de mostrar para as pessoas que é possível reaproveitar diversos materiais e evitar o desperdício de lixo. É um incentivo para a conscientização sobre a importância de se conservar o planeta”, explica Daniella Mengon.


A árvore foi montada no canteiro em frente à recepção principal do hospital, possibilitando que os pacientes internados nas clínicas possam vê-la da sacada e se encantem com as luzes e cores proporcionadas pelo reflexo dos milhares de CDs.


“Nós tínhamos mais de 10 mil CDs que seriam descartados e que viraram uma bela árvore, que à noite tem um brilho todo especial. Tivemos a participação dos nossos pacientes, principalmente os oncológicos, e também dos profissionais da instituição. Foi, mais uma vez, uma noite muito emocionante, com a participação de vários parceiros e talentos, inclusive do hospital. Desejo que todos nós tenhamos um excelente Natal”, finaliza Moreschi.








quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

HRBA obtém recomendação para manutenção da ONA III


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), após passar por minuciosa auditoria, conseguiu obter recomendação para manutenção de uma das mais conceituadas certificações de qualidade no Brasil, o Certificado da Organização Nacional de Acreditação (ONA) III – Acreditado com Excelência. A certificação reconhece a cultura organizacional de melhoria contínua da gestão, revelando a maturidade da instituição em todas suas dimensões, destacando a segurança do paciente e a alta resolutividade médica.
A avaliação, que possui critérios rigorosos sobre todo o funcionamento da unidade hospitalar, é realizada pelas Instituições Acreditadoras Credenciadas pela ONA, tendo como referência as normas do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação. A certificação pode ocorrer em três níveis: Acreditado; Acreditado Pleno; e Acreditado com Excelência.
“A recomendação para a manutenção da Certificação ONA III é o reconhecimento de todo o comprometimento de nossa equipe com uma assistência segura, de qualidade, resolutiva e, acima de tudo, humana que destinamos a toda a população do Oeste do Pará”, afirma o Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi.
Para chegar ao nível de excelência, o hospital passou por uma crescente evolução que teve início em maio de 2008, quando a Pró-Saúde assumiu a administração e implantou um modelo de gestão moderno, reconhecido pelo Ministério da Saúde, conforme os padrões internacionais de administração hospitalar. O processo do HRBA foi iniciado em 2012, quando conquistou a certificação ONA I. Em outubro de 2013, apresentou um significativo crescimento e evolução de serviços, conquistando a ONA II e, em 2015, conseguiu o Certificado da Organização Nacional de Acreditação (ONA) III – Acreditado com Excelência.
O HRBA é o único hospital SUS do Pará e da região Norte a possuir o ONA III. No Brasil, apenas 1,2% dos hospitais (entre públicos e privados) possuem a certificação máxima. Em um universo de 8 mil hospitais aproximadamente, em todo o país, 100 possuem o título de ONA III.

REFERÊNCIA
O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) é referência no Pará, e Norte do Brasil, quando o assunto é tratamento de câncer. Atende a uma população estimada em mais de 1,1 milhão de pessoas residentes em 20 municípios do oeste do Pará. O HRBA foi o primeiro hospital público da região Norte do país a obter o certificado máximo de qualidade, a ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido mediante o cumprimento das melhores práticas hospitalares e de qualidade assistencial.
O HRBA tem se tornado referência, também, no ensino e pesquisa, sendo credenciado pelos Ministérios de Saúde e de Educação. Mais de 60 trabalhos já foram apresentados em congressos e fóruns nacionais e internacionais. E o hospital, atualmente, conta com 12 programas de residência médica, incluindo Cirurgia Oncológica, Neurocirurgia e Ortopedia e Traumatologia.

ONA

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente. A metodologia é reconhecida pela ISQua (International Society for Quality in Health Care), associação parceira da OMS e que conta com representantes de instituições acadêmicas e organizações de saúde de mais de 100 países.