segunda-feira, 8 de setembro de 2014

HRBA participa de ações sociais e de incentivo aos hábitos saudáveis de saúde

Durante todo o mês de agosto o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) participou de ações sociais e de incentivo a hábitos saudáveis realizados pelo Sistema Tapajós de Comunicação (Viva a Vida) no período de 1 de agosto a 2 de setembro, e também do II Circuito Unimed Saudável, realizado pela cooperativa médica Unimed Oeste do Pará no dia 30 de agosto na orla de Santarém. As ações extra-muros fazem parte da missão do HRBA de prestar assistência de excelência em saúde de média e alta complexidade aos usuários de Sistema único de saúde (SUS), promovendo o ensino e pesquisa, comprometida com a humanização, segurança, qualidade, sustentabilidade, e respeitando princípios éticos e culturais.

No Viva a Vida deste ano foram disponibilizados aos moradores dos bairros da Área Verde, Uruará, Liberdade e Laguinho, Eixo forte (São Brás, Irurama e Cucurunã), Grande Área do Santarenzinho, Maracanã e Novo Horizonte e Caranazal aproximadamente 400 atendimentos médicos, 150 atendimentos de avaliação nutricional com medição do Índice de Massa Corpórea (IMC) e orientação sobre alimentação saudável, 150 palestras com a equipe de residência multiprofissional de fisioterapia, triagem médica feita pela equipe de residência multiprofissional em enfermagem, além da realização de 50 exames de eletrocardiograma, uma novidade levada até a população para diagnostico precoce de problemas cardíacos.
De acordo com a coordenação do Viva a Vida todos os serviços disponibilizados pelo HRBA somaram-se aos demais serviços disponibilizados por outros parceiros na busca por uma melhor e maior qualidade de vida. “Os atendimentos no Projeto Viva a Vida vieram suprir a carência das comunidades que foram atendidas pela caravana e a parceria com o Hospital Regional do Baixo Amazonas é fundamental para que a gente leve um pouco mais de qualidade de vida para os comunitários atendidos pelo Viva a Vida”, enfatizou a coordenadora do projeto, Rogéria Almeida, após citar que a ação facilitou a vida de centenas de pessoas que conseguiram atendimentos de saúde e também de cidadania.

Uma novidade na edição deste ano foi à realização do eletrocardiograma, disponibilizado a todas as pessoas com pré-disposição a problemas cardíacos. “Esse é um atendimento que não é comum de se ter nos postos de saúde, é muito específico, e a gente ter conseguido levar um quantitativo de médicos e ainda a possibilidade de fazer o eletrocardiograma no local foi espetacular, as pessoas ficaram muito satisfeitas, e nós também por ter essa parceria e poder levar essa oportunidade a mais para a população”, complementou Rogéria.

A dona de casa Madalena Silva Lima, de 45 anos, foi uma das centenas de pessoas atendidas no Viva a Vida. Ela buscou atendimento após passar por longos períodos de dores de cabeça. “Eu acredito que o projeto é muito importante e como eu estava me sentindo mal eu resolvi participar. Quando a gente procura as unidades de saúde a gente vê uma demanda muito grande e aqui é uma oportunidade de ter uma facilidade. Eu fui bem atendida e a médica me deu encaminhamento para eu fazer os exames”, que agradeceu a coordenação pela iniciativa de realizar o projeto em diversos bairros da cidade, atendendo sempre a população mais carente.

II Circuito Unimed Saudável

No sábado, 30 de agosto, os profissionais do HRBA também participaram do II Circuito Unimed Saudável, na Orla de Santarém. O evento que reuniu aproximadamente 2000 pessoas na luta contra o sedentarismo e busca por hábitos saudáveis. “Na primeira edição o evento já foi bem aceito pelo público santareno e a Unimed quer isso, que o máximo de pessoas possíveis, tenha hábitos de vida mais saudáveis”, falou o médico cardiologista e Presidente da cooperativa, Dr. João Otaviano de Matos.

O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou sobre a participação do HRBA em eventos voltados a saúde e também melhor qualidade de vida da população. “Nós somos um hospital voltado para o atendimento de média e alta complexidade. Mas, nós sabemos que a prevenção é sempre o melhor caminho. Por isso, levar nossos profissionais até a população objetivando o desenvolvimento de uma atitude preventiva é uma de nossas premissas, evitando dessa forma a instalação de diversas patologias. Somos parceiros do Projeto Viva a Viva há vários anos e também da Unimed em diversos eventos voltados para a promoção de saúde. Essa união de forças é extremamente benéfica a nossa população”, concluiu Hebert.
 










terça-feira, 26 de agosto de 2014

HRBA realiza Cirurgia inédita no Pará que possibilitará que criança possa respirar sem ajuda de aparelhos

Três anos de muita fé, esperança e amor incondicional, assim Mirelle Matos Fernandes, mãe do pequeno Leonni Sami Matos Fernandes, que nasceu em 20 de abril de 2011, expressou seu sentimento com a realização do procedimento que possibilitará que seu filho possa sair da UTI Pediátrica do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, região oeste do Pará, para conviver com a família, que neste meio tempo cresceu e ganhou um novo integrante, o pequeno João Felipe, de dois meses. A cirurgia foi realizada por uma equipe multiprofissional do HRBA, sob o comando dos cirurgiões torácicos Rodrigo Sardenberg (SP) e Antônio Bomfim (PA) e teve duração de aproximadamente três horas.

De acordo com o médico pediatra intensivista do HRBA, Dr. Daniel Calçado, que acompanha o paciente desde as suas primeiras horas de vida, Leonni foi diagnosticado com a Doença de Ondine, relacionada à falta de oxigenação no cérebro. “O Leonni chegou em 20 de abril, após uma falta de oxigenação no parto, com uma lesão generalizada em todos os músculos. Mas nosso paciente é inteligente, ele percebe todas as coisas, então se ele conseguir respirar sem o aparelho, poderá voltar pra casa”, declarou o pediatra.

Desde o nascimento a luta dos pais do pequeno Leonni foi árdua, o tempo ficou dividido entre a vida fora do hospital e a rotina de acompanhar o desenvolvimento do filho dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após quase dois anos de espera, o sentimento que toma conta do casal Mirelle e Leonil Negrão Fernandes é de expectativa. “A expectativa é a melhor possível, depois de muita luta, acompanhando nosso filho aqui. Foram muitos altos e baixos, como é de se esperar de um paciente de UTI, uma luta árdua. É uma vitória quando a gente percebe que pessoas abraçaram a causa e fizeram a viabilidade do projeto. Esperamos que ele possa ir pra casa e conviva com seu irmãozinho João Felipe, que chegou há dois meses” declarou Leonil.

Bastante emocionado, Leonil falou sobre a realização da cirurgia em Santarém. “A emoção é muito grande, saber que esse procedimento pode ser viabilizado aqui no Pará, dentro do Hospital Regional, com um tratamento de excelência, e eu não posso deixar de fora todos, desde quem trabalha na organização da limpeza até os médicos, todos têm seu papel fundamental”, complementou Leonil, que fez questão de agradecer a todos que acompanharam a história de Leonni.

Com o procedimento de implantação do marcapasso diafragmático, o segundo em toda a região Norte, futuramente outros pacientes poderão ser contemplados, como informou o cirurgião torácico Antônio Bomfim. “Este é o primeiro caso daqui do Pará e não é só o estado que ganha, mas toda a região Norte, porque muitos pacientes tem indicação, tanto por problemas degenerativos como por problemas ocasionados por traumas. Hoje nós temos um médico para atender o Brasil e o nosso projeto é desmembrar em regiões”.

Sobre a recomendação médica para a realização da implantação de um marcapasso diafragmático, o especialista no assunto, o cirurgião Rodrigo Sardenberg explicou:  “A principal é a falta de respiração proveniente do comando do sistema nervoso central, no caso do Leonni. As vezes, o paciente nasce com essa deficiência e as vezes adquire com o decorrer do tempo, os pacientes tetraplégicos são bons candidatos ao uso do marcapasso e, atualmente estamos indicando em alguns casos de doenças neuromusculares, especialmente a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)”.

A cirurgia teve aproximadamente três horas de duração, uma vitória conquistada por toda a equipe médica e também pelos familiares do pequeno Leonni, que em um prazo de três meses poderão receber seu filho em casa pela primeira vez. “Não houve nenhuma intercorrência e o marcapasso funcionou bem, os estímulos foram bem avaliados, o diafragma dele contraiu como esperado e nós estamos bastante satisfeitos e dentro de 20 a 30 dias nós começaremos o treinamento do músculo diafragmático com marcapasso”, disse Sardenberg.

O diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou sobre os trâmites realizados junto à Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) para viabilizar a cirurgia, até então inédita no Pará. “Neste projeto foram analisados diversos fatores e benefícios, e um deles foi o de o paciente sair de uma UTI e poder estar em casa. Nós apresentamos o projeto para a Sespa, que deu a autorização para realização deste procedimento”.

Embora complexa, a cirurgia possibilitará ao paciente e à sua família e também à sociedade do oeste paraense, um bem muito maior que o imaginado. “Após esse processo o Leoni irá vai voltar ao seio da família porque na verdade, apesar de termos excelentes colaboradores aqui no hospital, que cuidam do Leonni com muito carinho, nada substitui o carinho dos pais. Lá a família vai dividir a responsabilidade com o hospital, recebendo o Leonni em casa, e nós teremos mais um leito disponível para atender a população. Então estamos muito felizes com mais este avanço da saúde em nossa região”, finalizou o diretor geral.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Governo amplia leitos de UTI no Hospital Regional do Baixo Amazonas em Santarém

Na segunda-feira (18), o secretário especial de Proteção Social, Adnan Demachki, juntamente com outras autoridades, fez a entrega da obra de ampliação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), que fica em Santarém, no oeste do Pará. Graças à obra, até o início de novembro, a capacidade das UTI vai dobrar, passando de 24 leitos para 49, divididos em 20 adultos, dez de neonatal, dez pediátricos e nove de cuidados intermediários.

Além do secretário de Proteção Social, participaram da entrega os secretários de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, e de Comunicação, Daniel Nardin, além do coordenador dos Hospitais Regionais do Pará, Arthur Lobo. Pelo município, estiveram presentes o prefeito de Santarém, Alexandre Von, as secretárias de Saúde, Valdenira Cunha, e de Turismo, Irene Belo, e representantes do Legislativo.

Adnan Demachki falou sobre a importância de entregar a estrutura física para a direção do HRBA, que poderá dar seguimento a trâmites legais para funcionalidade ao projeto que torna o hospital como um dos maiores em número de leitos fora da capital do Estado. “Hoje entregamos o espaço físico, o que vai mais que dobrar a capacidade do hospital, e não temos duvida que Santarém tem o maior número de UTIs, e com estes leitos novos haverá a possibilidade de ampliar serviços e beneficiar com saúde de qualidade um número muito maior de paraenses”, disse.

O coordenador dos Hospitais Regionais lembrou que, nos últimos quatro anos, mais de 25 serviços de média e alta complexidade foram implantados somente em Santarém. “Colocamos a quimioterapia para funcionar, contratamos oncologistas, implantamos a radioterapia, montamos o serviço de cirurgia plástica para as pacientes de câncer de mama, a fisioterapia foi ampliada, implantamos a hemodiálise, passamos a fazer cirurgias cardíacas, ou seja, nesse período o Hospital Regional tem sido muito importante para a região”, disse Arthur Lobo.

Além destes avanços, o HRBA também ganhou o título de Hospital de Ensino e Pesquisa, obteve autorização para fazer transplantes renais, faz captação de múltiplos órgãos e conquistou as Acreditações Ona I e II. A obra de ampliação das UTIs foi iniciada no segundo semestre de 2012, com um recurso de R$ 9 milhões. Após a entrega oficial, poderá ser iniciada a reforma das UTI existentes.

“É importante frisar que a partir dos leitos de terapia intensiva teremos a possibilidade de fazer mais procedimentos de alta complexidade, como cirurgias neurológicas, oncológicas e cardíacas, que só ocorrem quando há leitos de retaguarda”, finalizou o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi.





segunda-feira, 11 de agosto de 2014

“Oásis de excelência”: unidade administrada pela Pró-Saúde é capa da Veja



Referência em atendimento e pesquisa científica, o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, no Rio Janeiro, é a matéria de capa da revista Veja Rio desta semana.

O IECPN é uma das unidades administradas pela Pró-Saúde, entidade filantrópica responsável por mais de 2.650 leitos em todas as regiões do País. Segundo a matéria divulgada, o Complexo do Cérebro é uma instituição modelar, onde a decoração caprichada divide espaço com equipamentos de alta tecnologia e instalações que não existem nem mesmo nas unidades particulares da cidade.

A Veja Rio se referiu à unidade como um “oásis de excelência”, que propõe a ser mais que uma casa de saúde. O objetivo é agregar a pesquisa científica ao atendimento à população e também funcionar como um núcleo de formação de jovens médicos. 

Com 44 leitos de UTI e nove ambulatórios, o com­plexo conta com 523 funcionários, sendo 180 deles médicos de variadas especialidades, além de enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

HRBA participa da 12ª Edição do Projeto Viva a Vida em Santarém


Teve início nesta sexta-feira, 1º de agosto, em Santarém, região Oeste do Pará, a 12ª edição do Projeto Viva a Vida, do Sistema Tapajós de Comunicação, que durante o mês de agosto cumpre o objetivo de levar ações de cidadania, justiça, educação e saúde à população menos assistida. Como faz há anos, o Hospital Regional do Baixo Amazonas novamente renovou a parceria e desenvolveu seu compromisso social de prestar atendimento médico, assistência nutricional e oferecer exames e palestras à população que prestigia o projeto.

Nesta edição serão realizadas dez ações, que contemplarão 14 bairros e três comunidades da região do Eixo Forte, um dos principais pólos produtores agrícolas com forte influência na agricultura familiar e de subsistência, além do recém criado município de Mojuí dos Campos. Entre os bairros atendidos estão: Área Verde, Uruará, São José Operário, Grande Área do Maicá (Maicá, Perola do Maicá), Laguinho, Liberdade, Santa Clara, Grande Área do Santarenzinho, (Santarenzinho, Maracanã, Amparo, Conquista, Novo Horizonte), Caranazal e as comunidades de São Brás, Iruruma e Cucurunã.

Entre os serviços ofertados pelo Hospital Regional, administrado pela Pró-Saúde, estão atendimentos médicos, avaliação nutricional, verificação de Índice de Massa Corpórea (IMC), aferição de pressão arterial, atendimento fisioterápico, palestras e realização in loco de exames cardíaco (eletrocardiograma).  O diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi, frisou que entre as ações extra-muro realizadas ao longo do ano, o Viva a Vida faz parte do calendário de ações sociais do HRBA.  'Esse projeto resgata a cidadania de muitas comunidades que têm dificuldades de acesso a muitos serviços. Cidadania é sinônimo de inclusão na sociedade porque reduz a possibilidade das drogas, da violência e do desrespeito à vida', conclui Hebert.
O PROGRAMA
O “Viva a Vida” é um projeto social realizado na área urbana e em comunidades periféricas que visa, principalmente, levar cidadania a população carente. Em 12 anos de realização, o projeto já levou mais de 65 mil atendimentos aos mais diferentes bairros da cidade e também comunidades distantes como Alter do Chão, Boa Esperança, entre outras, que recebem ações de lazer, saúde, emissão de documentos como RG e Cartão SUS, além de palestras educativas que contribuem para a sensibilização da população para assuntos polêmicos como o envolvimento com as drogas.








Pró-Saúde é destaque na Revista Veja por excelência no atendimento neurológico pelo SUS

Um oásis de excelência

Com 1 000 cirurgias realizadas em um ano de funcionamento, o Instituto Estadual do Cérebro torna-se um exemplo de qualidade na combalida rede pública de saúde

por Carolina Barbosa | 30 de Julho de 2014
Foi preciso coragem para a universitária Ana Carina Tauche sentar-se no banco junto ao piano de cauda. Afinal, tratava-se de uma área pública, com aquele típico vaivém de pessoas. Estudante autodidata de música, ela só havia tocado em teclados elétricos, bem diferentes do instrumento estupendo que tinha à sua frente. Assim que os primeiros acordes tomaram o salão, os transeuntes diminuíram o passo e pararam para ver a apresentação. Ana Carina tocou cinco canções, todas elas hinos religiosos da igreja evangélica que frequenta em Campo Grande, na Zona Oeste. Ao terminar, foi aplaudida pela pequena plateia formada principalmente por médicos e enfermeiros. A performance aconteceu no saguão de um hospital, mais precisamente no Instituto Estadual do Cérebro, dez dias depois que a jovem teve removido do cerebelo um tumor benigno do tamanho de um limão. "Foi uma cirurgia complexa, e fiquei muito preocupada com a minha recuperação. Ao tocar ali, no próprio hospital onde fui operada, percebi que não teria sequelas e que minha coordenação motora estava intacta", diz a estudante de 19 anos, cuja cabeleira esconde a cicatriz de um palmo na nuca.
Sob vários aspectos, o Instituto Estadual do Cérebro destoa do estereótipo de um hospital público carioca — o piano no saguão é apenas um deles. Instalado no prédio de quatro andares que sediava o antigo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Centro, o IEC acolhe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que sofrem de doenças ligadas ao sistema nervoso e precisam passar por cirurgia. São pessoas acometidas por aneurisma, tumor, AVC, Parkinson ou epilepsia e que necessitam de intervenções complicadas. Para a tarefa, o complexo dispõe de 44 leitos de UTI, nove ambulatórios e 523 funcionários, sendo 180 deles médicos de variadas especialidades. Na lista há ainda enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos. Há duas semanas, essa equipe comemorou um feito notável: a realização da milésima cirurgia, uma operação que removeu um tumor da cabeça da empregada doméstica Pedrolina Macedo Freitas, de 45 anos. Maranhense e moradora de Seropédica, ela estava perdendo a visão e a audição em decorrência do problema. "Sinto que nasci de novo. Nem acredito que estou enxergando e ouvindo tudo outra vez", diz Pedrolina, que teve alta na última segunda-feira (21).
A paciente número 1 000 do IEC foi operada pelo carioca Paulo Niemeyer Filho, de 62 anos de idade e quase quatro décadas de neurocirurgia. Diretor médico do hospital e um dos nomes mais importantes da especialidade no país, ele é herdeiro de um dos pioneiros do ramo, o médico Paulo Niemeyer (1914-2004), cujo nome foi incorporado à denominação oficial do instituto. Apesar da agenda carregada em seu consultório, na Gávea, ele conseguiu acompanhar de perto todas as etapas do projeto, que custou 80 milhões de reais. Percorreu alguns locais similares mundo afora e visitou quase que diariamente as obras. Nasceu assim uma instituição modelar, onde a decoração caprichada divide espaço com equipamentos de alta tecnologia e instalações que não existem nem mesmo nas unidades particulares da cidade. Entre elas está a chamada sala híbrida, que dispõe de um aparelho de ressonância magnética dentro do centro cirúrgico. Quando o médico precisa saber a real extensão de um tumor durante a operação, ele desliza a cama com o paciente por um trilho até o equipamento de imagem. Cada uma das quatro salas de cirurgia do complexo é dotada ainda de um neuronavegador, aparelho capaz de fazer uma leitura tridimensional do cérebro e indicar com precisão milimétrica o local afetado. "São instrumentos complementares e de grande valia. A ressonância mostra a imagem detalhada da lesão, e o neuronavegador aponta o melhor caminho para chegar lá", diz Paulo Niemeyer Filho. Como o próprio nome revela, o Instituto Estadual do Cérebro se propõe a ser mais que uma casa de saúde. A ideia é que agregue a pesquisa científica ao atendimento à população e também funcione como um núcleo de formação de jovens médicos. Diariamente, a equipe se reúne para debater o prognóstico dos pacientes e detalhar as técnicas empregadas nos tratamentos. Em alguns casos, as abordagens acabam estabelecendo parâmetros até então desconhecidos pela literatura médica. Foi o que aconteceu com um bebê de 20 dias, atendido pelo médico Daniel Cavalcanti. A criança foi transferida com um quadro de convulsão, mas na verdade era vítima de um aneurisma do tamanho de uma bola de gude que havia provocado uma hemorragia. Após uma intervenção delicada e de elevado risco, a lesão foi tratada, e hoje o pequenino está em franco processo de recuperação. "Foi uma tensão muito grande, pois um sangramento costuma ser fatal em um recém-nascido", lembra Cavalcanti. "Não encontrei registros de um paciente tão novo com esse tipo de problema", relata.
Há pelo menos 200 anos os cientistas se dedicam a desvendar o intrincado mecanismo de funcionamento do cérebro, uma complexa estrutura que envolve a interação de 100 bilhões de neurônios. Avanços significativos no terreno da neurocirurgia remetem ao primeiro quarto do século XX, sobretudo após o fim da I Guerra Mundial, quando as batalhas deixaram um grande número de soldados com traumatismo craniano. Vistas como último recurso, as cirurgias passaram a ser praticadas em larga escala, o que contribuiu para seu desenvolvimento. Na virada das décadas de 60 para 70, o uso de microscópios potentes e a implantação dos centros de terapia intensiva melhoraram consideravelmente os resultados das intervenções. Outro grande salto nessa época ocorreu graças ao desenvolvimento da tomografia computadorizada, que permitiu a visualização do cérebro em detalhes. Desde então, o aprimoramento dos aparatos tecnológicos vem possibilitando um número cada vez maior de cirurgias minimamente invasivas. "No futuro, a tendência é que a operação com a cabeça aberta fique restrita apenas aos casos de traumatismo", aposta o neurocirurgião Vinícius Mansur Zogbi, membro da equipe do IEC.

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No instituto carioca, os procedimentos são executados em conformidade com os mais recentes protocolos internacionais. Nessa lista se inclui a estimulação cerebral profunda, que atenua os sintomas da doença de Parkinson por meio da implantação de um eletrodo no cérebro. O objetivo é regular a atividade encefálica, numa dinâmica semelhante à do marca-passo cardíaco. "Conheci o hospital em uma visita ao Brasil e fiquei impressionado com o gabarito do staff e a tecnologia usada. Tenho certeza de que logo ele será reconhecido internacionalmente como um centro de excelência", disse a VEJA RIO o neurocirurgião Robert Spetzler, diretor do Barrow Neurological Institute, no Arizona (EUA), um dos centros médicos mais importantes do mundo em pesquisa e tratamento de lesões neurológicas.
A impressão positiva do especialista é compartilhada pelos pacientes que se tratam ali e por seus familiares. Em junho do ano passado, o ortopedista Ricardo Steiner sentiu que estava perdendo a visão periférica. Recebeu o diagnóstico de que um tumor comprimia seus nervos ópticos e foi aconselhado a se submeter a uma operação para que o quadro não se agravasse. Mas antes ele precisaria cumprir o período de carência de seu plano de saúde. A solução, então, foi recorrer ao IEC. "Nunca tinha usado o sistema público de saúde nem para consultas", confessa o médico, morador da Barra, hoje com a visão restabelecida. Outro caso bem-sucedido é o da menina Maria Clara Araújo, de 10 anos. Portadora de uma displasia no córtex desde bebê, ela chegava a ter mais de vinte convulsões por dia. Depois de uma via-crúcis por hospitais públicos do Rio, seus pais conseguiram interná-la no instituto, onde se submeteu a uma cirurgia, que obteve um resultado além do esperado. "Ela nunca mais teve crises", diz o pai, o entregador Alex de Oliveira Araújo, que mora com a família no Complexo da Maré. Histórias como essas devem se tornar ainda mais comuns em breve. No início do mês, foi concluída a concorrência para a construção de um anexo ao lado da sede. Com investimento de quase 50 milhões de reais, o prédio terá doze andares, UTI pediátrica, 135 leitos de enfermaria, laboratórios de pesquisa e um centro de reabilitação. A previsão é que, quando a nova ala entrar em atividade, em 2016, as cirurgias passem de cinco para dez por dia. "Espero que esse lugar seja um motivo de orgulho para os cariocas", diz Niemeyer. Em apenas um ano, o IEC já se tornou, no mínimo, um oásis de qualidade em nossa combalida saúde pública. 

 http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/instituto-estadual-cerebro-paulo-niemeyer-hospital-rj-792156.shtml


terça-feira, 22 de julho de 2014

HRBA recebe velejadora sueca para palestra 'O impossível é um fantasma em sua mente”



Na sexta-feira, 18, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) recebeu a fisioterapeuta sueca Eva Kullgrer para ministrar uma palestra motivacional, aos colaboradores e pacientes em tratamento do Câncer, denominada 'O impossível é um fantasma em sua mente”. A palestra aconteceu no auditório do HRBA, às 8h30, e teve duração de aproximadamente 1h30, período em que todos puderam conhecer um pouco sobre a vida da fisioterapeuta sueca, que após completar 51 anos resolveu realizar um sonho de infância: velejar. Porém, sua paixão ganhou novos rumos, atravessando o Atlântico e passando por 19 países.



Uma viagem que iniciou há 4 anos, em agosto de 2010, no pequeno veleiro feito de fibra e madeira denominado de Olina, uma homenagem aos filhos Oliver e Ina. Em sua bagagem, a velejadora acumula histórias interessantes de sua passagem por 19 países e também, a travessia do Atlântico. “Quando planejei a viagem, jamais pensei que iria aparecer um câncer. Mas, a vida é assim, cheia de surpresas e desafios para vencer. Os médicos falam que o câncer é traidor. Eu não estarei plenamente curada antes de cinco anos. Todos os anos eu faço a revisão buscando novos nódulos e permaneço tomando a medicação”, falou Eva.


Sua palestra é baseada em suas vivências. Histórias de coragem, disciplina e determinação de alguém que dedicou a vida ao trabalho e família, que sofreu a dor do fim de um casamento e teve que buscar forças para enfrentar um câncer, uma história real de superação. “Você pode vencer e seguir! Só porque um médico diagnosticou um câncer não significa que será o final da vida. Nos primeiros dias você chora muito. Após esse primeiro tempo, você observa que pode vencer e seguir fazendo uma vida mais ou menos normal. Agora eu quero compartilhar minha história com outras pessoas para que elas realizem seus sonhos. Eu penso que estou curada. Há diferentes formas de se ver a vida”, complementou a velejadora, que segue só em sua viagem.


O diretor técnico do HRBA, Dr. Erik Jennings, explicou que o papel do hospital não é só tratar a doença, é também levar aos nossos pacientes uma força interior para que eles possam saber que é possível vencer essa doença. O objetivo da palestra foi promover a motivação, tanto em colaboradores quanto em pacientes do HRBA. “É importante mostrar o exemplo dela que durante a viagem descobriu um câncer, se tratou e até hoje toma medicação para o controle do câncer, velejando o mundo inteiro, atravessando o Atlântico sozinha em um barco de pouco mais de 8m. Essa mensagem que ela trouxe foi importante para os nossos funcionários e os nossos pacientes que lidam com o câncer, e também pra nós como pessoas pra sabermos que é possível vencer os desafios”, declarou o diretor técnico.


Atualmente, o HRBA é reconhecido como um centro de referência em oncologia. A realização de palestras motivacionais e ações voltadas para os aspectos psicológicos do tratamento também fazem parte da rotina de colaboradores e usuários. “Nós somos um hospital referência no tratamento oncológico e ela (Eva) é um bom exemplo, pois mostra que o câncer não é o fim. É uma etapa difícil, mas existe vida após tratamento do câncer. Hoje, trouxemos esta palestra que foi muito proveitosa para todos nós, que nos acomodamos ao invés de reagirmos e batalharmos perante os desafios da vida”, disse o diretor geral, Hebert Moreschi.


Moreschi também citou o trabalho desenvolvido por toda a equipe de Oncologia do HRBA, que com pouco mais de 5 anos já é uma referência em toda Região Norte do País, graças ao projeto do Governo do Estado de descentralização da saúde de alta complexidade. “Nós temos um serviço completo de oncologia no HRBA, tanto na assistência cirúrgica quanto na clínica, com radioterapia, quimioterapia e inúmeras possibilidades de tratamento. Hoje, somos uma referência para o Oeste do Pará e outros estados da Região Norte”, finalizou.