sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Hospital Regional de Santarém realiza cirurgia de alta complexidade para retirada de tumor cerebral


A equipe de neurocirurgia do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), realizou, neste mês de janeiro, um procedimento de alta complexidade em uma criança de cinco anos. Marcos Apolo da Silva passou pela quarta cirurgia para retirada de tumor cerebral. A cirurgia durou mais de cinco horas e foi conduzida pelo neurocirurgião Érik Jennings. A família é de Juruti, no oeste paraense.
Segundo o médico, o procedimento realizado em Marcos Apolo era de alto risco, já que “é um tumor grande, além de ser em um local complexo, sendo a quarta cirurgia a que essa criança é submetida. O tumor cresce, a gente retira, faz radioterapia, mas ele não responde bem à radioterapia nem à quimioterapia”, explica o neurocirurgião Érik Jennings.
A mãe de Marcos Apolo, Gelziele Silva, tem acompanhado, sem desanimar, toda a jornada do filho. “O Apolo tem nos surpreendido, tem surpreendido a medicina. Graças a Deus a cirurgia foi muito boa. Ele já saiu do coma e está retomando alguns movimentos. Os batimentos cardíacos estavam muito baixos, a pressão cardíaca também. Mas ele tem reagido bem e eu acredito que ele vai sair dessa”, conta Gelziele.

DIAGNÓSTICO
Desde muito cedo a criança sentia dores na cabeça. Após várias consultas particulares, em 2014, Marcos Apolo foi diagnosticado com um tumor. Imediatamente ele foi internado no Hospital Municipal de Santarém. Dois dias depois, foi transferido para o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) para dar início ao tratamento. No mês de junho, foi marcado o primeiro processo cirúrgico, mas não foi possível retirar todo o tumor do cérebro. No final de julho do mesmo ano, Marcos passou pela segunda cirurgia. O caso do menino sempre foi considerado de alto risco pela equipe médica. Após a operação, ele entrou em coma, sendo que posteriormente o quadro de saúde evoluiu bem.
Nos meses seguintes, Marcos Apolo foi submetido a sessões de radioterapia e quimioterapia. A terceira cirurgia aconteceu em agosto de 2015. Depois do procedimento, a família julgava que o problema havia sido superado, mas no final do mesmo ano, apareceu um tumor de tronco cerebral e medula cervical alta. Por isso, uma nova cirurgia foi realizada neste mês de janeiro.
A criança recupera-se na Unidade de Terapia Intensiva do HRBA. Como continuação do tratamento, ela terá que passar por reabilitação e por novas sessões de radioterapia fracionada para o local específico.

ALTA COMPLEXIDADE
O Hospital Regional do Baixo Amazonas é referência em média e alta complexidades. Sua estrutura tem contribuído para que cirurgias raras possam ser feitas em benefício da comunidade.
O neurocirurgião Érik Jennings destaca a estrutura como diferencial na realização de procedimentos como esse, de alta complexidade. “Se não for um hospital muito bem equipado e com uma excelente UTI Pediátrica, como a que nós temos aqui, esses casos não seriam viáveis. No Norte do Brasil, poucos hospitais têm, na área de neurocirurgia, os recursos que temos aqui”, elogia Jennings.
O Hospital Regional do Baixo Amazonas é uma unidade pública e gratuita pertencente ao Governo do Pará e administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa).


HRBA realiza cirurgia de alta complexidade que corrige anomalia no trato urinário


Aos quatro anos, Arthur Neves já enfrenta um sério problema de saúde. Ele foi diagnosticado com hidronefrose, um aumento do tamanho do rim. Essa semana, na região do Baixo Amazonas, em Santarém no Pará, um passo importante foi dado para sua cura. Arthur foi submetido a uma cirurgia de alta complexidade para correção da anomalia no trato urinário no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). Arthur conseguiu tratamento em um hospital público, e no interior, às margens do rio Amazonas.
Segundo a família, desde seu primeiro ano de vida, Arthur apresentava um quadro de dor. Mas, por não imaginar o tamanho do problema, e pela cultura, a dor sempre era atribuída a algum tipo de alimentação que o menino consumia. Apenas com três anos, quando a criança aprendeu a falar, o problema ficou mais aparente. Ele conseguia dizer onde doía. Então, veio a desconfiança dos pais: é um problema nos rins. Observando Arthur, os pais perceberam a presença de sangue na urina. “Ele começou a falar e sempre dizia que tinha dor no mesmo lugar: nas costas. Vimos que era na altura dos rins. Então começamos a desconfiar. Um determinado dia percebemos sangue na urina. Fizemos os exames e não deu infecção”, conta a mãe da criança, a enfermeira Vanja Kzan Neves.
Na busca por saber o que estava acontecendo, novos exames foram feitos. Em dezembro de 2014, Arthur passou por uma ultrassonografia no HRBA e foi detectada uma hidronefrose leve. Em junho de 2015, a hidronefrose estava em estágio moderado. Seis meses depois, voltou a aumentar. Então, o médico que acompanhava o caso, decidiu realizar a cirurgia para evitar que a criança tivesse uma lesão no futuro. O procedimento foi realizado no dia 12/01 e durou cerca duas horas e meia.
De acordo com o cirurgião pediátrico, médico Carlos Sinimbu, a cirurgia foi tranquila e o resultado positivo. “Ocorreu tudo dentro do esperado, porque tem uma equipe qualificada, aliada a uma estrutura boa. Agora ele está em recuperação na enfermaria, e vai ficar em casa duas semanas para depois tirar os pontos e o dreno”, explicou.
A recuperação de Arthur já começa a ser comemorada pela mãe. Ela, emocionada, revela: “todo dia ele está evoluindo, apresentando quadros de melhora. Estamos muito felizes com o resultado e pela forma como fomos acolhidos pela equipe do hospital”, declarou a mãe Vanja Neves.
Para o cirurgião Carlos Sinimbu é gratificante poder ofertar no interior um tipo de cirurgia que é comum apenas em grandes centros. Ele comentou que “o Hospital Regional, inserido neste contexto do oeste do Pará, é muito útil porque consegue oferecer, como se estivéssemos num grande centro, todo o suporte e estrutura para casos como esses, que não são simples”.

HIDRONEFROSE
A hidronefrose é o aumento do tamanho do rim. É causada pela obstrução do ureter, que bloqueia o fluxo da urina pelas vias e faz com que o rim se dilate, podendo ocorrer danificações graves no tecido. Ao ficar cheio de urina, o rim não consegue desempenhar a sua função. No caso da criança, foi feita uma pieloplastia para corrigir a estenose de JUP, que é o estreitamento do ureter.


HRBA realiza quase meio milhão de atendimentos em 2015


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), realizou o total de 497.341 atendimentos em 2015. O hospital oferece serviços de média e alta complexidade para a população de mais de 20 municípios do oeste do Pará, estimada em 1,1 milhão de habitantes. Somente no ano passado, mais de 4.300 cirurgias foram realizadas.
Para o diretor geral da unidade, Hebert Moreschi, o comparativo de 2015 com anos anteriores é extremamente positivo, uma vez que foi possível atender em todas áreas acima do que estava previsto. “Levamos à população uma assistência de qualidade e resolutiva, ampliando os serviços de alta complexidade”, destaca o diretor.
O HRBA fez mais atendimentos à população em 2015. Na área de exames, foram 26.751 a mais quando comparado ao ano de 2014. No total, foram feitos 368.249 exames no ano passado. Em 2014 esse número foi de 341.498. Também foram feitas 1.906 consultas ambulatoriais a mais em 2015, sendo um total de 61.992 para 60.086 em 2014. Os atendimentos na urgência e emergência também cresceram, passando de 10.104 para 10.438, assim como a taxa de alta hospitalar, que ficou acima do esperado. Em 2015, quase cinco mil pacientes tiveram alta, sendo 4.919. Em 2014, foram 4.834.

ONCOLOGIA
No HRBA – hospital administrado pela Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (SESPA) - os avanços são mais expressivos no setor de oncologia. O serviço de quimioterapia foi inaugurado em 2008, realizando, no ano seguinte, 2.730 sessões. Em 2015, o total de sessões foi de quase 7.900 (volume 188,6% maior que em 2009). Comparado a 2014, o crescimento foi de 6% (quase 450 sessões a mais).
Com a interiorização da saúde, a oferta do serviço de oncologia no oeste do Pará divide com Belém a responsabilidade de dar suporte ao paciente. “O Hospital Regional, com sua equipe médica e multidisciplinar, tem se esforçado para absorver cada vez mais pacientes”, ressalta o diretor Hebert Moreschi.
Em 2010, o Parque Radioterápico do HRBA (conjunto de equipamentos e serviços médico-hospitalares exclusivos para terapia do câncer) começou a funcionar. No ano seguinte, quase 12 mil sessões de radioterapia foram realizadas. Em quatro anos, esse número aumentou em mais de 15 mil, o que representa um crescimento de 127%. Em 2015, 27.125 sessões foram realizadas, cerca de mil a mais do que no ano anterior.
As consultas oncológicas também superaram a meta de 4.904, estipulada para o ano. Mais de 12.400 foram realizadas, mantendo a média de 2014. Em comparação a 2011, o aumento foi de 136% (7.146 consultas a mais).

SATISFAÇÃO
A taxa de satisfação dos pacientes ficou em 86,5%, em 2015. Um aumento de quase 3% em relação a 2014. Dentro dos que avaliam positivamente o hospital, está Luiz de Sousa, de 69 anos. Tanto é que ele já escreveu diversos poemas para elogiar o tratamento que tem recebido da equipe hospitalar. Sousa trata de um câncer de próstata desde o segundo semestre de 2015. “Isso nos toca o coração e nos motiva ainda mais em acreditar e lutar pela vida”, compartilha o paciente. Quase mil pacientes realizam tratamento contra o câncer no HRBA.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Campanha do HRBA promove a coleta de quase 90 bolsas de sangue


Cerca de 100 pessoas participaram da campanha Eu Compartilho Vida promovida pelo Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). Foram coletadas 89 bolsas de sangue durante dois dias. Voltado aos colaboradores, pacientes e acompanhantes, a ação buscou incentivar novas doações.


Realizada nos dias 13 e 14 de janeiro, na recepção das Unidades de Terapia Intensivas (UTI’s) do HRBA, a campanha que acontece desde 2012, contou com 97 candidatos no posto de doação, mas oito foram considerados inaptos. “Sem doação, não existe sangue disponível, nem cirurgias. Todos nós podemos vir a ser um usuário e necessitar da realização de uma cirurgia. Portanto, doação é um ato de amor, de carinho e que salva vidas”, lembrou o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi.


Durante a campanha, a enfermeira Lene Cavalcante doou sangue pela primeira vez por incentivo de uma colega de trabalho. “Tem tantas pessoas que precisam, e esse sangue não salva só uma pessoa, pode salvar várias”, revelou Lene. Agora, ela pretende doar com mais frequência.


Gestos simples como o de Lene podem fazer muita diferença na vida de outras pessoas. É o caso de José Estevan da Silva, que realiza tratamento oncológico no HRBA desde o ano passado, e sempre precisa de bolsas de sangue. “Quem puder doar, doe. Há muitos pacientes que nem eu precisando dessas doações”, comentou.


CIRURGIAS
Por mês, o HRBA tem uma média de 360 cirurgias, o que exige um grande número de bolsas de sangue. Mas, em alguns períodos do ano, o número de doações cai, comprometendo o estoque da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa).  Como entidade que mais consome bolsas de sangue no oeste do estado, o hospital apoia a coleta de sangue.


CRITÉRIOS PARA DOAR SANGUE
Para doar sangue, basta estar: bem de saúde; alimentado; pesar 50 kg ou mais; ter entre 16 (com autorização dos pais ou responsáveis) e 69 anos; não ter tido hepatite após dez anos de idade; não ter doença de Chagas ou contato com o inseto transmissor, o ‘barbeiro’; não ser portador de epilepsia; não ter feito tratamento dentário nas últimas 72 horas; e não ter diabetes. As mulheres devem estar fora do período gestacional e de amamentação. Homens podem realizar doações a cada 60 dias; mulheres, no intervalo de 90 dias.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

HRBA arrecada livros para uso de pacientes e acompanhantes


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), pretende implantar, neste mês, o projeto “Ensino, Cultura e Saúde”. Para isso, é necessário arrecadar, em grande quantidade, livros para todas as faixas etárias. O projeto consiste em fornecer literatura aos pacientes e acompanhantes, durante o tempo em que permanecerem no hospital, como forma de entretenimento e incentivo à cultura.
As doações são parte fundamental do projeto e podem ser feitas nos pontos de coleta localizados nos shoppings Paraíso e Rio Tapajós, e na recepção do Hospital Regional. Todos os tipos de livros são aceitos, exceto didáticos. Até o momento, mais de 300 volumes já foram doados. O hospital também recebe jogos infantis para o projeto 'ABC Brincando no HRBA', que atende crianças hospitalizadas ou que são ‘moradoras’ do hospital.
O HRBA - administrado pela Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública - atende pacientes com problemas médicos de média e alta complexidade, mas o conceito de gestão é amplo e garante assistência integral.
“É necessário que o paciente seja percebido em todos os seus aspectos: físico, psicológico e social; nesse contexto, esse projeto contribuirá para que o ambiente hospitalar seja mais receptivo e o paciente possa ter atividades que são do seu cotidiano. A leitura é um deles. Temos a certeza que trará muitos benefícios aos nossos pacientes”, afirma o Diretor Geral, Hebert Moreschi.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Para fechar o ano, setor de Hemodiálise realiza confraternização com pacientes do HRBA



 O paciente José de Mendonça, de 59 anos, submete-se a sessões de diálise três vezes por semana, há quatro anos, no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA). Ele é natural do Rio Grande do Norte, atualmente enfrenta essa rotina com tranquilidade, mas nem sempre foi assim.

 “No início foi bem difícil, mas eu vi que não adiantava esquentar a cabeça. Antigamente eu ficava muito estressado, mas agora está tudo bem. Todo mundo me trata muito bem aqui”, conta Mendonça. Para ele, a forma como a equipe do hospital sempre o tratou foi essencial para encarar a hemodiálise sem receios. “Eu já andei em outros hospitais pelo Brasil e aqui ganha em primeiro lugar, por isso quero que meu transplante ocorra aqui. Estou na fila de espera, mas não sei quando vai sair”.

Como forma de criar laços mais próximos com os pacientes, assim como aconteceu com José de Mendonça, a equipe da Hemodiálise realizou, ao longo da semana natalina, alguns eventos de confraternização com aqueles que realizam sessões no hospital.  “É um momento de confraternizar o que nós passamos o ano todo, de lembrar o verdadeiro significado do Natal. Hoje em dia se fala muito em presentes, mas o importante é estarmos unidos. Nós somos uma família que temos um bem comum: oferecer uma assistência de qualidade aos usuários”, diz a supervisora da Hemodiálise, enfermeira Sílvia Sonera.

A programação contou com apresentações musicais e uma mensagem especial proferida pelo pastor Rui Bentes. Além disso, foi servido um lanche aos pacientes. “Momentos como esse são motivo de muita alegria. Todos nós precisamos de tratamento médico, mas, acima de tudo, precisamos do tratamento da fé. É importante nos alegrarmos e entender que nós precisamos unir forças”, reflete Bentes.

 
 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Com árvore sustentável gigante, HRBA realiza programação de Natal


A ação ‘Natal do HRBA, um toque de amor em nossos corações’ foi especial e emocionante para dezenas de pacientes, familiares e colaboradores do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA). Foram momentos de reflexão sobre o nascimento de Jesus, celebrado em 25 de dezembro, e também, sobre a importância da conservação do planeta e dos recursos naturais.


A programação natalina contou com apresentações musicais do coral infantil São Francisco de Assis, do Maestro Tinho Fonseca e do fisioterapeuta Geovane Silva, interpretando músicas do cantor Roberto Carlos. Além disso, aconteceu uma reflexão sobre o verdadeiro significado do Natal, com mensagem do pastor Rui Bentes; a inauguração da árvore de Natal sustentável; e um dos momentos mais esperados pelas crianças, a entrada do Papai Noel ao lado da Mamãe Noel.


O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, ressalta a importância do Natal Sustentável, que já se tornou tradição no hospital. “A simbologia que representa a árvore que foi realizada com material reciclável é muito significativa. Além do aspecto voltado ao meio ambiente, também tem a questão da transformação. Você transformar algo que seria perdido em algo novo, que ilumina, que representa a renovação. Serve para mostrar a importância da reciclagem, do reaproveitamento do material, e também para reavaliarmos a nossa postura e a nossa conduta”.


A árvore - de 8 metros de altura e 16 metros de diâmetro - foi construída com mais de 10 mil CDs usados que, em vez de serem descartados, foram reaproveitados pelo Comitê de Sustentabilidade do HRBA. Desde outubro, caixas coletoras ficaram à disposição de quem quisesse entregar o material para ser usado na confecção da árvore. Emissoras de rádio de Santarém também doaram CDs que não tinham mais utilização.


“Esse é o quarto ano que construímos a árvore de Natal Sustentável. Durante três anos foram utilizadas garrafas PET e, neste ano nós inovamos e fizemos com CDs. Os colaboradores trabalharam na confecção da árvore e também ajudaram com a doação de materiais”, diz a presidente do Comitê e Diretora de Enfermagem, Daniella Mengon.


O projeto de construção da árvore surgiu em 2012. “É um projeto focado na sustentabilidade, mas que envolve a comunidade e chama a atenção para o reaproveitamento de materiais”, conta a idealizadora da árvore de Natal Sustentável, a enfermeira Paloma Aguiar.


“Essa árvore, além de ser um símbolo de Natal, também é uma forma de mostrar para as pessoas que é possível reaproveitar diversos materiais e evitar o desperdício de lixo. É um incentivo para a conscientização sobre a importância de se conservar o planeta”, explica Daniella Mengon.


A árvore foi montada no canteiro em frente à recepção principal do hospital, possibilitando que os pacientes internados nas clínicas possam vê-la da sacada e se encantem com as luzes e cores proporcionadas pelo reflexo dos milhares de CDs.


“Nós tínhamos mais de 10 mil CDs que seriam descartados e que viraram uma bela árvore, que à noite tem um brilho todo especial. Tivemos a participação dos nossos pacientes, principalmente os oncológicos, e também dos profissionais da instituição. Foi, mais uma vez, uma noite muito emocionante, com a participação de vários parceiros e talentos, inclusive do hospital. Desejo que todos nós tenhamos um excelente Natal”, finaliza Moreschi.








quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

HRBA obtém recomendação para manutenção da ONA III


O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), após passar por minuciosa auditoria, conseguiu obter recomendação para manutenção de uma das mais conceituadas certificações de qualidade no Brasil, o Certificado da Organização Nacional de Acreditação (ONA) III – Acreditado com Excelência. A certificação reconhece a cultura organizacional de melhoria contínua da gestão, revelando a maturidade da instituição em todas suas dimensões, destacando a segurança do paciente e a alta resolutividade médica.
A avaliação, que possui critérios rigorosos sobre todo o funcionamento da unidade hospitalar, é realizada pelas Instituições Acreditadoras Credenciadas pela ONA, tendo como referência as normas do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação. A certificação pode ocorrer em três níveis: Acreditado; Acreditado Pleno; e Acreditado com Excelência.
“A recomendação para a manutenção da Certificação ONA III é o reconhecimento de todo o comprometimento de nossa equipe com uma assistência segura, de qualidade, resolutiva e, acima de tudo, humana que destinamos a toda a população do Oeste do Pará”, afirma o Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi.
Para chegar ao nível de excelência, o hospital passou por uma crescente evolução que teve início em maio de 2008, quando a Pró-Saúde assumiu a administração e implantou um modelo de gestão moderno, reconhecido pelo Ministério da Saúde, conforme os padrões internacionais de administração hospitalar. O processo do HRBA foi iniciado em 2012, quando conquistou a certificação ONA I. Em outubro de 2013, apresentou um significativo crescimento e evolução de serviços, conquistando a ONA II e, em 2015, conseguiu o Certificado da Organização Nacional de Acreditação (ONA) III – Acreditado com Excelência.
O HRBA é o único hospital SUS do Pará e da região Norte a possuir o ONA III. No Brasil, apenas 1,2% dos hospitais (entre públicos e privados) possuem a certificação máxima. Em um universo de 8 mil hospitais aproximadamente, em todo o país, 100 possuem o título de ONA III.

REFERÊNCIA
O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) é referência no Pará, e Norte do Brasil, quando o assunto é tratamento de câncer. Atende a uma população estimada em mais de 1,1 milhão de pessoas residentes em 20 municípios do oeste do Pará. O HRBA foi o primeiro hospital público da região Norte do país a obter o certificado máximo de qualidade, a ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido mediante o cumprimento das melhores práticas hospitalares e de qualidade assistencial.
O HRBA tem se tornado referência, também, no ensino e pesquisa, sendo credenciado pelos Ministérios de Saúde e de Educação. Mais de 60 trabalhos já foram apresentados em congressos e fóruns nacionais e internacionais. E o hospital, atualmente, conta com 12 programas de residência médica, incluindo Cirurgia Oncológica, Neurocirurgia e Ortopedia e Traumatologia.

ONA

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente. A metodologia é reconhecida pela ISQua (International Society for Quality in Health Care), associação parceira da OMS e que conta com representantes de instituições acadêmicas e organizações de saúde de mais de 100 países.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Paciente de longa permanência do HRBA recebe, pela primeira vez, visita de colegas da escola


Élida Sousa, de 7 anos, realiza tratamento de longa permanência no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) desde os seis meses de vida. Ela tem neuropatia congênita, que acarreta problemas no funcionamento dos nervos. Para não ter prejuízo educacional, Élida recebe o ensino no próprio leito. Ela cursa o 2º ano do ensino fundamental na escola municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, em Santarém.


Na quinta-feira (10), a menina recebeu a visita de colegas de turma e de funcionários da escola. “É a primeira vez que tenho uma estudante dentro de um hospital. É superimportante essa visita, porque mostra uma nova realidade aos colegas, que ficaram impressionados com a situação em que ela está. É enriquecedor, porque proporciona uma nova forma de ver o mundo”, diz o diretor da escola, Raimundo Melo.


“Infelizmente, ela fica restrita ao espaço do hospital, tem pouca oportunidade de se retirar. E essas visitas, a educação que vem até ela, os projetos que desenvolvemos são importantes para mostrar que a vida não é só ficar ao lado de aparelhos. Isso dá uma perspectiva melhor de crescimento e desenvolvimento a ela”, conta o Diretor de Ensino e Pesquisa do HRBA, Luiz Fernando Gouvêa.


O projeto de escolarização hospitalar iniciou-se em março de 2014 e possibilita que as crianças não tenham prejuízo educacional enquanto estão em tratamento, recebendo atendimento tanto da professora do ensino especial, como também da professora do ensino regular.


“Aqui no HRBA nós percebemos o ser humano em todos os seus aspectos. É com muita alegria que conseguimos inserir a Élida e outros pacientes no programa escolar do município. Dessa forma, ela pode participar das atividades escolares como qualquer outra criança, mesmo estando internada, de forma permanente, no HRBA. Isso é verdadeiramente colocar em prática uma assistência humanizada”, afirma o Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi.


“A Élida é uma pessoa muito boa de se trabalhar. Ela é muito inteligente e interessada, e tem progredido bastante. É muito importante esse acompanhamento porque ajuda no seu desenvolvimento”, explica a professora do ensino regular, Samara de Moraes.



Para a mãe de Élida, a visita dos colegas de turma à filha foi um momento muito especial. “Para mim, como mãe, é uma emoção sem tamanho. Melhor presente do que esse não existe. Ela poder ver pela primeira vez os coleguinhas é uma emoção demais”, fala Eda Ferreira.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Estudantes de universidade belga realizam estágio no HRBA

O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), além de ser referência no Pará, e no Norte do Brasil, no tratamento de câncer, também tem se tornado importante pólo na área de ensino e pesquisa, sendo credenciado pelos Ministérios da Saúde e da Educação. Mais de 60 trabalhos científicos já foram apresentados em congressos e fóruns nacionais e internacionais. E atualmente, o hospital conta com 12 programas de residência médica, incluindo Cirurgia Oncológica, Neurocirurgia e Ortopedia e Traumatologia.
A visibilidade é tão ampla, que o hospital recebe até estudantes de outros países para intercâmbios, estágios e residências. É o caso das belgas Sara Kaut e Silvie de Weyer, ambas com 23 anos, que estão no sexto ano de Medicina na Universidade de KU Leuven e vieram ao HRBA para um estágio de três meses.
“Na Bélgica, nós podemos escolher onde será o nosso estágio no exterior, e nós escolhemos o Brasil. Um amigo do meu pai disse que Santarém tinha um hospital muito bom, que é o hospital regional”, explica Sara. Os pais da jovem trabalharam 12 anos no Brasil. Inclusive, casaram-se no país e a jovem nasceu em Santarém.

Para desenvolverem o estágio no Brasil, as estudantes fizeram um curso de língua portuguesa, durante dois anos. “É muito difícil falar. Nós aprendemos português de Portugal e a pronúncia é toda diferente”, conta, aos risos, Sara.
O responsável pelo estágio é o cirurgião Marcos Fortes, coordenador da Oncologia do HRBA, que ressalta esse reconhecimento internacional. “É muito interessante. Até agora nós estávamos falando de convênios e de relações nacionais, interestaduais. Quando vem duas pessoas que atravessaram o Atlântico, isso é um sinal de internacionalização”.
O cirurgião também comenta sobre as especificidades do público atendido pela instituição. “Estamos com um hospital encravado no meio da floresta, com uma população que não tem igual em nenhum lugar do mundo, e isso faz com que seja extremamente interessante”.

Silvie (esq.) e Sara durante estágio
As conversas para a vinda das estudantes começaram no final de 2014, quando um amigo da família de Sara entrou em contato com o hospital, por meio do Diretor de Ensino e Pesquisa, Luiz Fernando Gouvea. O convênio foi realizado diretamente entre a universidade belga e o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). Após a documentação ser aprovada, o cronograma de atividades foi estabelecido. “Elas vão conhecer toda a estrutura hospitalar que a gente trabalha aqui e as características regionais que, com certeza, são doenças diferentes do que elas vivenciam lá, técnicas diferentes”, explica Gouvea.
O estágio é em Cirurgia, mas a ideia é que tenham a percepção de todo o processo: o antes, o durante e o depois do processo cirúrgico. Por isso vão vivenciar o dia a dia no centro cirúrgico, clínicas, ambulatório e UTI, além da experiência no setor de Oncologia – que o hospital é referência.
“É muito interessante fazer nosso estágio aqui porque tem outras patologias, como dengue e malária, e as fraturas dos mototáxis”, diz Sara. Apesar do pouco tempo no Brasil, ela já sentiu algumas diferenças entre os países.  “A cultura é muito diferente, mas a diferença maior são as pessoas. Todo mundo é muito gentil, ajuda. Na Bélgica não é assim”.
As estudantes começaram o estágio no hospital no dia 14 de outubro e vão ficar até 7 de janeiro. “Santarém é uma cidade muito bonita. Eu não conheço o Brasil, é a minha primeira vez aqui. Tudo novo para mim”, finaliza Silvie.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Estudantes de Jornalismo visitam estúdio da Rádio HRBA


Os alunos do 4º semestre do Curso de Jornalismo das Faculdades Integradas do Tapajós (FIT/Unama) realizaram visita técnica no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) para conhecer a estrutura e a programação da Rádio HRBA, que oferece entretenimento e informação para pacientes, acompanhantes e colaboradores do hospital.
A Rádio HRBA faz parte das ações voltadas à humanização da assistência, que tornam o ambiente hospitalar mais receptivo e agradável, e influencia diretamente na adesão do paciente ao tratamento proposto. Fundada em 15 de setembro de 2011, é considerada a primeira rádio do Brasil, dentro de um hospital, a desenvolver uma programação interativa diária.
Os estudantes puderam colocar em prática o que aprendem nas aulas de Radiojornalismo. “Foi uma visita muito boa, porque eu pude aprender um pouco mais da parte prática, desenvolver a técnica. Na sala de aula, eu tenho a teoria”, diz o acadêmico Leandro Borges, de 20 anos.  
Entre 16 e 23 de novembro, os estudantes proporcionaram uma programação diferente ao público interno do hospital. Em cada dia, uma equipe apresentou um programa diferente na rádio. A FIT/Unama concedeu brindes que foram sorteados entre os ouvintes. “A Rádio HRBA é bem estruturada. Eu fiquei entusiasmada em vir para a prática e apresentar o programa”, diz a aluna Riane Batista, de 21 anos.